Início Amazonas MPAM contesta liberação judicial de venda de ingressos para Festival Folclórico de Parintins
Amazonas

MPAM contesta liberação judicial de venda de ingressos para Festival Folclórico de Parintins

Envie
MPAM contesta liberação judicial de venda de ingressos para Festival Folclórico de Parintins
MPAM contesta liberação judicial de venda de ingressos para Festival Folclórico de Parintins
Envie

Manaus/AM/ O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) ingressou, no final da tarde desta terça-feira (03), com um Agravo Interno no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) para tentar reverter a decisão que liberou a venda de ingressos para o Festival Folclórico de Parintins 2026.

O recurso, assinado pela Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Consumidor (Prodecon) e pela 3ª Promotoria de Parintins, busca restabelecer a suspensão da comercialização, garantindo que os bilhetes só sejam vendidos após o cumprimento integral das exigências legais e das condições de segurança do evento.

O Contraponto do MPAM

A decisão contestada pelo MPAM foi proferida pelo desembargador Airton Luís Corrêa Gentil, que concedeu efeito suspensivo a pedido da empresa organizadora, a Amazon Best, permitindo a venda antecipada.

A Amazon Best alegou que a suspensão causaria prejuízo financeiro aos bois-bumbás de 2026. Contudo, o MPAM sustenta que este argumento não se justifica:

Camarotes Liberados: A suspensão inicial da Justiça não atingiu a venda de camarotes, que movimentam valores altos (estimados em R$ 8 milhões), mas apenas a comercialização de ingressos comuns.

Preços Abusivos: O órgão ministerial afirma que o impacto financeiro alegado pela empresa se concentra justamente na venda dos bilhetes cujos aumentos são considerados abusivos e sem justificativa técnica.

No Agravo Interno, o Ministério Público solicita que o relator reconsidere a liberação da venda ou que o pedido seja submetido urgentemente à análise do Colegiado da Terceira Câmara Cível do TJAM. O MPAM alerta que a venda antecipada, antes da análise de mérito, pode expor os consumidores a riscos diante da falta de informações e garantias essenciais.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?