Manaus/AM - O Ministério Público do Amazonas (MPAM) abriu um inquérito civil para investigar os rompimentos recorrentes de adutoras na região da Avenida Coronel Teixeira, Zona Oeste de Manaus. A apuração foi iniciada após dois novos casos registrados na quarta-feira (16), que afetaram o abastecimento de água em diferentes áreas da capital.
Um dos rompimentos ocorreu próximo à sede da Procuradoria-Geral de Justiça, na Avenida Coronel Teixeira, e o outro na Rua Guanapuri, na comunidade Ipase, Compensa. Segundo o MPAM, cerca de 157 localidades podem ter sido afetadas, mas os dados sobre consumidores atingidos e o período de interrupção ainda deverão ser apresentados pela Águas de Manaus e pela Ageman.
A investigação quer identificar as causas dos rompimentos e verificar se as medidas adotadas em ocorrências anteriores foram suficientes para evitar novos problemas. A Promotoria também vai analisar registros de falhas envolvendo tubulações de grande diâmetro ligadas ao Sistema Alvorada e que convergem para a região.
A Águas de Manaus deverá entregar informações sobre os dois rompimentos mais recentes, incluindo causas, condições das tubulações, histórico de ocorrências, manutenções, investimentos e obras realizadas ou previstas.
A empresa também terá de informar os casos de pedidos de ressarcimento feitos por consumidores prejudicados, incluindo danos a imóveis, veículos, equipamentos, estabelecimentos comerciais e mercadorias.
A Ageman deverá apresentar os registros de fiscalização e ocorrências, além de informações sobre a qualidade dos reparos realizados pela concessionária.
O MPAM também vai analisar eventuais danos ao pavimento, riscos à segurança e impactos provocados pelos rompimentos. Após a coleta dos documentos, a Promotoria pretende realizar uma inspeção técnica e poderá convocar uma audiência com a concessionária, a agência reguladora e outros órgãos envolvidos.
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