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MP atesta regularidade na demolição de construções irregulares na Manaus 2000

MP atesta regularidade na demolição de construções irregulares na Manaus 2000
MP atesta regularidade na demolição de construções irregulares na Manaus 2000

Manaus/AM - O Ministério Público do Amazonas (MPAM) considerou regular a retirada de dez construções erguidas de forma ilegal, em uma área de preservação permanente na avenida Manaus 2000, Distrito Industrial, zona sul de Manaus. A Promotoria de Justiça Especializada na Defesa de Direitos Humanos e Cidadania (PRODHC), que apurava o caso, decidiu pelo arquivamento do inquérito civil instaurado contra a Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) e a Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab).

O local faz parte da área de intervenção do Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), que está em execução pela UGPE, órgão do Governo do Amazonas. As construções irregulares foram erguidas após o cadastro do programa, em 2020.

O promotor de Justiça da PRODHC, Antonio José Mancilha, explica que foi realizada audiência com a UGPE, no dia 9 de abril deste ano, ocasião em que foi esclarecida a regularidade da remoção ocorrida no dia 19 de janeiro de 2023, pelo Grupo Integrado de Prevenção à Invasão de Áreas Públicas (Gipiap).

“Foram obedecidos todos os protocolos de execução, instrumentalizando-se o respectivo poder de polícia, através da Semmas (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade), por envolver área de preservação permanente”, relata na decisão, publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPAM, na segunda-feira (08).

Ainda na decisão, o promotor diz que verificou que, a partir dos esclarecimentos prestados na audiência e por documentos, foi possível evidenciar que a área onde estavam as construções irregulares já havia sido “congelada” no dia 30 de outubro de 2020. A decisão considera que os imóveis instalados após essa data, chamados de extras, deveriam receber outras políticas de tratamento, a exemplo da política de calamidade pública e da política geral de moradia, posto que foram caracterizados como não consolidados.

O promotor finaliza afirmando que ficou esclarecido que a remoção das famílias obedeceu a todos os protocolos de execução, perpassando por monitoramento e identificação da condição de extra, sensibilização e solicitação de comparecimento à UGPE, notificação para saída voluntária e ação de desocupação, em conjunto com os órgãos vinculados ao Gipiap.

 

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