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Morre juiz que teve assinatura falsificada por Raquel

 O juiz  Joaquim Almeida de Souza,  da 4ª Vara do Juizado Especial Cível,  que teve a assinatura falsificada pela servidora do Tribunal de Justiça, Raquel Santana de Souza, em  despacho  no qual tentava retirar  o nome do noivo do Sistema de Proteção ao Crédito (SPC), morreu  no final da tarde segunda-feira.

O magistrado  tinha apenas 50 anos de idade e sofria de câncer. 

O  corpo de  Joaquim será levado para Humaitá (a 590km de Manaus, em linha reta) - seu município de origem - onde será sepultado  no cemitério local.

Em nota, o  Tribunal de Justiça do Amazonas lamentou o que chama de  "o triste acontecimento".

O caso envolvendo Raquel

 

A assinatura digital do juiz foi usada por Raquel para  tirar o nome do noivo, Paulo César Barros Filho,  do Serviço de Proteção ao Crédito, a fim de tentar um empréstimo para comprar um imóvel. 

  Raquel era assessora jurídica na 4ª Vara do Juizado Especial Cível, onde Joquim Almeida era titutlar.

A investigação aponta que Raquel entrou no sistema digital processual manobrando a assinatura digital do juiz , simulando uma hipotética ação de reparação por danos morais contra a Telemar Norte Leste S/A operadora de celular por pretensa inclusão indevida no SPC, alegando que as partes travam pendenga jurídica"decorrente de serviços"Oi Paggo"e que Paulo César"teve prejuízo irreparável com a malsinada negativação no SPC".

A"ação"- que ganhou o número 0500064-34.2010.8.04.0092 - pede indenização por danos patrimoniais e morais no valor de pelo menos R$ 10,2 mil. A própria servidora Raquel, noiva do" autor "Paulo César, concedeu, liminar determinando a retirada do nome dele do SPC com" a máxima urgência ".

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