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Massacre na construção civil

Nem toda a tecnologia utilizada pela indústria, comércio e serviços tem evitado que aumente, cada vez mais, o número de trabalhadores amazonenses acometidos pelas chamadas doenças profissionais. Uma rápida olhada no Diário Oficial do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região dá mostras de quanto os trabalhadores, especialmente os da indústria, da construção civil e concessionárias de transporte coletivo, são massacrados pelos empregadores.

Na mesma proporção tem aumentado o número de reclamações trabalhistas contra empresas que não dão a mínima para o trabalhador, desrespeitando normas que deveriam protegê-los das doenças causadas por esforço repetitivo. De janeiro a julho deste ano foram registrados 23 casos de morte em canteiro de obras, e outros 200 casos de operários vitimados por acidente de trabalho.

Via de regra o Tribunal do Trabalho no Amazonas tem dado ganho de causa ao trabalhador que reclama seus direitos, indenizando-os com valores que, embora ainda ínfimos, já funcionam como reparo pelo mal causado. Em caso de morte do trabalhador existem causas cuja indenização fica em torno de R$ 100 mil mais pensão mensal até que o trabalhador tivesse adquirido a idade de aposentadoria. Nos casos de amputações devidas a acidentes de trabalho, as indenizações podem chegar a R$ 50 mil e as menos graves dão ao trabalhador incapacitado parcialmente cerca de R$ 10 mil.

As doenças que mais atingem os trabalhadores são artroses, artrite, LER (Lesão por Esforço Repetitivo), hérnia de disco. Entre os acidentes de trabalho a construção civil lidera o número de mortes e a indústria a incapacitação de trabalhadores. Motoristas de ônibus são afetados por hérnia de disco. E até os professores começam a enfrentar problemas de ordem psicológica. Salários baixos, insegurança, salas superlotadas e alunos mal criados são as causas que mais afetam os
educadores.

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