Marido fala sobre perda de técnica de enfermagem morta em acidente: "Estou desnorteado"
Manaus/AM – Pedro Gomes de Andrade, 57, marido da técnica de enfermagem Ângela de Oliveira, 49, morta em um acidente de trânsito na manhã de hoje (25), no bairro Glória, falou sobre a perda da esposa e sobre os três filhos que ela deixa.
“Tem a nossa filha de 17 anos, e mais dois que são meus enteados (...) Eu soube do que aconteceu umas cinco para as seis da manhã, o horário em que ela pega o ônibus. Estou desnorteado, não sei como agir, estou transtornado”.
Ângela trabalhava no Hospital Joãozinho, na zona leste, e estava caminhando para o ponto de ônibus para ir para o trabalho. O marido conta que nos dois últimos dias ela havia feito uso de veículo por aplicativo para ir trabalhar, mas nesta manhã, acordou cedo e decidiu ir de ônibus, como fazia na maioria das vezes.
“Ela pega o ônibus de acordo com o horário, aí fica no Centro e pega outro para o hospital, mas ontem ela foi de Uber, anteontem ela foi de Uber, mas disse: Se eu for de Uber todo dia, vai dar prejuízo. Ela já sabe o horário, é uma sincronia, ela pega o ônibus aqui e o outro já está lá e ela entra, chega dentro do horário estabelecido no hospital”, diz Pedro.
O homem chorou bastante ao lado do corpo da esposa na cena do acidente. A cunhada também esteve no local e ficou assustada com a cena. Ângela teve o braço direito arrancado e morreu na exata hora em que foi atropelada.
O motorista do ônibus que a atingiu disse à polícia que o veículo perdeu o freio e isso fez com que ele perdesse o controle da direção e invadisse a calçada. O homem e uma passageira ficaram presos às ferragens e agora estão recebendo atendimento no Hospital 28 de Agosto.
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