Com 1,8 milhão de habitantes, Manaus está próxima de um colapso: se em três anos não for construído um novo cemitério, não haverá lugar para enterrar os mortos, informa o jornal o Estado de São Paulo deste domingo, que traz uma reportagem de Liege Albuquerque sobre o problema.
De acordo com o jornal, há dois anos, restos mortais de sepulturas antigas estão sendo retirados do Cemitério do Tarumã, na zona oeste da capital, para o ossário do local. Fundado há 36 anos e já ocupado por mais de 80 mil túmulos em 60 quadras, o cemitério é o único dos seis de Manaus onde a prefeitura dispõe de concessões temporárias dos túmulos e, portanto, pode retirar os restos mortais antigos para novos sepultamentos.
De acordo com a Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), no Tarumã são realizados até 8,5 mil enterros por ano. Nos outros cinco cemitérios da cidade, segundo a pasta, o que há ainda disponível em espaço são jazigos familiares e não há estimativas do número de enterros.

