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Empresa sob suspeita fez doação a Amazonino

O deputado federal Sabino Castelo Branco já vinha alertando em seu programa, desde novembro do ano passado, que a Consladel  havia sido contratada pela Prefeitura de Manaus por meio de licitação fraudulenta. Agora a reportagem do Fantástico, exibida ontem,  revela que e empresa paulista  está envolvida em corrupção ativa com várias prefeituras país afora. O pior dessa história é a comprovação de que a Consladel - que é uma espécie de faz  de tudo  - é construtora, instala radares, vende automóveis, atua na área  de processamento de dados, compra e vende imóveis – fez doação para a campanha de 2008 do prefeito de Manaus, Amazonino Mendes.

 

As denúncias contraa  Consladel  - que está instalando lombadas eletrônicas em Manaus a um custo de R$ 90 milhões -  são antigas.  Datam de 2005, quando fez negócios suspeitos com a prefeitura de São Paulo e, segundo a revista Veja, corrompeu agentes públicos das gestões Paulo Maluf e Marta Súplicy.   

 

A empresa só atua onde a administração pública tem espaço para montar seus tentáculos e funcionários dispostos a assumir certos riscos. Manaus parece ser um paraíso para esse tjpo de empresa. O passivo da Consladel é  grande e suficiente par inabilitá-la a  participar de concorrências com o poder público.

 

 A revista Veja, de maio de 2005, já trazia indicações de que a empresa não dispõe de requisitos para fazer negócios com prefeituras.  Os  rolos apontados pela revista – e não considerados pela Prefeitura de Manaus, são os seguintes:

 

1 - Em maio de 2002, em depoimento ao Ministério Público, o médico João Francisco Daniel, irmão de Celso Daniel, prefeito assassinado de Santo André, acusou a Consladel de ser beneficiária de um esquema de corrupção que funcionava na administração municipal petista.


2 -  Dois anos depois, também em depoimento, Marcos Feliciano, um ex-assessor de Reynaldo de Barros, secretário de Obras em São Paulo na gestão do prefeito Paulo Maluf, incluiu a Consladel em um pool de empreiteiras que pagavam propinas em dólar para obter vantagens junto à secretaria.


3 - Em março de 2005 , o Ministério Público em São Paulo instaurou um inquérito para investigar a prorrogação de dois contratos de radar firmados entre a Consladel e a gestão de Marta Suplicy. Técnicos do Tribunal de Contas já haviam considerado que os contratos feriam a lei de licitações.


4 - O Ministério Público ainda investiga a vitória da Consladel em outra licitação da gestão Marta, para reforma de praças. A suspeita é que ela apresentou preços abaixo do mercado para vencer a concorrência e, mais tarde, obteve um aditivo que aumentou o valor da obra de 7,6 milhões para quase 9,5 milhões de reais.


5 -  Três vereadores ouvidos à época  por VEJA confirmaram que a Consladel era a coletora de uma caixinha destinada ao pagamento de "gratificações" a parlamentares que apoiavam projetos de interesse de um pool de empresas na gestão da ex-prefeit de São Paulo e hoje senadora  Marta Suplicy.


6 -  O próprio dono da Consladel, segundo relato obtido por VEJA, admitiu ao presidente da CET, Roberto Scaringella, que na administração petista pagava mensalmente 1,4 milhão em propinas a três órgãos públicos, além de 20 000 reais a dois secretários.

 

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