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Manaus acolhe mais de 30 mil refugiados em crise humanitária, diz Cáritas

Manaus acolhe mais de 30 mil refugiados em crise humanitária, diz Cáritas
Manaus acolhe mais de 30 mil refugiados em crise humanitária, diz Cáritas

Com a acolhida de mais de 30 mil refugiados vindos da Venezuela, Haiti, Colômbia e outras nacionalidades, a cidade de Manaus tem sido generosa com essas populações que, por vários motivos, a maioria por calamidade pública, tiveram que deixar seus locais de origem.

Comemorado ontem, 20 de junho, o Dia Mundial dos Refugiados deveria ser de reflexão, afirma Afonso Oliveira, secretário executivo da Cáritas Arquidiocesana de Manaus, que junto a organizações como o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), atua no atendimento a essas populações.

Ao citar o versículo “Fui estrangeiro e me acolhestes”, do livro bíblico de Mateus, Afonso destaca os valores do cristianismo para pacificar aqueles qeu julgam os refugiados como invasores capazes de tomar, inclusive, os postos de trabalho dos nativos. “Fazer o bem para eles é fazer bem para Deus e cristãos que conhecem essa base da referência da raiz enquanto seres humanos sabem disso”, completa.

De acordo com dados da ONU, só no ano passado houve mais 19,1 milhões de refugiados do que em 2021, atingindo número histórico, com graves consequências para os direitos humanos. Todos fogem por conta de conflitos, violência, pobreza e alterações climáticas.

A Cáritas Arquidiocesana de Manaus, Instituto Mana, Serviço Jesuíta de Apoio a Migrantes e Refugiados (SJMR), Fraternidade Internacional e Casa Museu do Objeto Brasileiro são entidades que fornecem diversos serviços como assistência de proteção imediata, abrigo, itens de primeira necessidade, e até oportunidades de formação técnica e integração local.

Elas atuam em parceria com a ACNUR, que por sua vez, colabora com os setores público como secretarias e órgãos do Governo do Estado e Prefeitura de Manaus, além de entidades do setor privado, sociedade civil, universidades e agências das Nações Unidas.

Migrantes 

Ao lembrar que o Amazonas se tornou o estado que é por ter recebido migrantes estrangeiros como os árabes, libaneses, japoneses e outros, que contribuíram de forma positiva para a formação do nosso povo, a cultura e a economia, o secretário executivo afirma que não devemos ter medo do estrangeiro.

A maioria dos refugiados recebidos em Manaus ou vieram da Venezuela, que faz fronteira com o Amazonas e do Haiti, que chegaram ao Brasil passando por países como Equador, Peru e Bolívia, entrando principalmente pela Região Norte, especialmente pelo estado do Acre.

Eles vivem hoje em praticamente todas as zonas da cidade, especialmente naquelas onde conseguem aluguéis mais baratos, como quitinetes. De acordo com Afonso, muitos são locais salubres, mas outros há precariedade.

Para esses estrangeiros, alguns dos quais indígenas venezuelanos, as organizações da sociedade civil que trabalham em redes têm conseguido oferecer cursos de língua portuguesa e qualificação para atuação em atividades de hotelaria, salões de beleza e alimentação.

O secretário da Cáritas explica que os estrangeiros são submetidos aos mesmos direitos dos trabalhadores brasileiros. “Quando são contratados entram na mesma legislação, mas temos notícias de casos de exploração, com pagamento de valor menor que os nacionais”, lamenta.

“Não temos que olhar criticamente para os estrangeiros, pois historicamente esse movimento trazem coisas boas. Veja o que passa a Europa com o fechamento das fronteiras, com falta de mão-de-obra”, exemplifica.

 

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