A doméstica Rozany de Aguiar deixou sua vida e a dos filhos de lado para investigar o desaparecimento de sua filha, a cozinheira Dariana de Aguiar Sales, 23, que desapareceu no dia 16 de maio. A angústia de Rozany aumentou quando seis dias depois do desaparecimento, o corpo de uma mulher, em estado de decomposição, foi encontrado no quilômetro 46 da BR 174 (Manaus/Boa Vista).
De acordo com Rozany, mesmo depois de passar no Instituto Médico Legal, onde deixou um cartaz com a foto de sua filha e os contatos em caso de alguma informação, ela não recebeu nenhum telefonema a respeito do corpo da mulher, com caracteristicas idênticas a da filha, encontrado na BR 174.
“Não me informaram nada”, afirmou, acrescentando que depois de tomar conhecimento do caso, resolveu se deslocar ao quilômetro 46, atrás de informações. “Um homem me levou ao local e lá encontrei cabelos, o lado direito de uma sandália, justamente a sandália que minha filha usava quando desapareceu”, acrescentou.
Rosa afirma que o corpo enterrado no cemitério como indigente pelo IML é de sua filha. “Ela saiu de casa para ir a Presidente Figueiredo e foi lá onde deixou seu filho e desapareceu”, informou.
A doméstica afirma que houve uma falha do Instituto Criminalista e do IML ao não recolherem do local onde o corpo da mulher foi encontrado vários objetos da vítima. “Deixaram tudo no local, Cabelos e os lados de sandálias".
Para esclarecer os fatos que estavam registrados na Delegacia de Ordem Política e Social (Deops), o delegado Mariolino Brito, da Homicídios e Sequestros, solicitou e teve a permissão para exumar do corpo da mulher,anteontem. Agora ele aguarda lauda da criminalistica para sabe se o corpo é mesmo de Dariana de Aguiar.
O delegado revelou que, sobre o desaparecimento de Dariana, já há um suspeito: o namorado dela, de nome Jefferson.
