Manaus/AM - Rainey da Silva, líder do comboio onde estava o amazonense Amaury Castro, 47, assassinado na Venezuela no último sábado (13), revelou que o grupo já estava sendo monitorado pelos suspeitos desde a partida da cidade de Upata.
De acordo com ele, assim que iniciaram a viagem, o empresário percebeu que dois carros desconhecidos os seguiam e fez contato via rádio, com os demais motoristas do comboio.
Todos resolveram acelerar prevendo a tentativa de roubo, mas o carro de Amaury, que era o quarto da fila, não conseguiu ultrapassar e foi fechado pelos suspeitos.
Rainey conta ainda que conseguiu se distanciar cerca de 30 metros dos suspeitos e viu que outra parte do grupo estava escondido na mata às margens da estrada, ao todo eram aproximadamente 10 envolvidos. Eles saíram abordaram as vítimas no carro e então houve o disparo.
Os veículos que conseguiram escapar aceleraram em busca de ajuda, mas só havia um posto policial cerca de 30 km depois do local da emboscada. Após levarem os pertences das vítimas, o grupo fugiu e a mulher de Amaury seguiu o percurso para tentar salvar a vida dele, mas ao chegar ao hospital, ele já estava morto. Nessa quarta-feira (18), cinco pessoas foram presas suspeitas de participarem do ataque ao comboio e do assassinado do amazonense, uma mulher estava entre os suspeitos.

