O vereador Leonel Feitoza (PSD) classificou a Câmara Municipal de Manaus de ”cabaré”, depois que vestiu a carapuça, quando o também vereador Hissa Abrahão (PPS) disse que não era “babá” para estar adulando parlamentar para comparecer as reuniões da Comissão de Implementação e Acompanhamento de Leis.
Leonel, que é suplente dessa comissão e líder do prefeito Amazonino Mendes, se sentiu agredido e desrespeitado com o “pito” e disse que “se é para inflamar esse cabaré eu inflamo”.
“Se é para desrespeitar os colegas aqui dentro eu sei como fazer”, acrescentou Leonel Feitoza. A discussão começou com a cobrança dos demais vereadores de que as leis aprovadas na casa são colocadas em prática.
Wilker Barreto (PHS) defendeu que a TV Câmara crie um programa para divulgação das leis, ou que a Câmara pague um comercial nas TVs abertas para divulgar as leis aprovadas.
Mirtes Sales (PPL) disse que a Câmara, por intermédio da Comissão de Defesa do Consumidor, já publicou um Manual de Leis Municipais. O bate-boca teve origem no debate sobre o projeto do presidente da CMM, Isaac Tayah (PSD) que dispõe sobre a instalação de bloqueadores de celulares nas agências bancárias. A vereadora Socorro Sampaio (PP) pediu vistas do projeto, mas a discussão continuou, com vários vereadores se posicionando contra as palavras de Hissa Abrahão.
O vereador do PPS teve que pedir desculpas aos seus colegas para aliviar a tensão. Essa não é a primeira vez que o plenário da Câmara serve de palco para bate-boca acalorados entre os vereadores, tendo Leonel Feitoza como protagoni
sta. Recentemente o vereador PSD discutiu com Mário Frota (PSDB) e com Waldemir José (PT).

