A decisão do TSE de que continua válida a Lei de Inelegibilidade, alterada pela Lei da Ficha Limpa, é mais um obstáculo para o ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro (PRTB), assumir a vaga de Washington Régis (PMDB) na Assembleia Legislativa. Adail tem duas condenações: uma do Tribunal de Contas da União, onde foi intimado ano passado a devolver aos cofres públicos R$ 4.257.187,67 de um convênio firmado com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em 2001,e que não foi totalmente cumprido. Outra, do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, onde foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 32 mil e a devolução aos cofres públicos de R$ 1,2 milhão.
A Lei de Inelegibilidades diz que não podem se eleger por cinco anos os políticos que tiverem contas, de quando exerceram cargos ou funções públicas, rejeitadas por irregularidade insanável.
Recentemente ministro Marco Aurélio deferiu o registro de candidatura de Adail, barrado pela Lei Complementar 135/2010, cuja validade não foi admitida pelo Supremo Tribunal Federal para as eleições do ano passado, quando o ex-prefeito concorreu sub-judice e obteve 22.041 votos.
Adail tem ainda passagem pela polícia, é acusado de pedofilia e corrupção na prefeitura de Coari.
Em maio de 2008, durante a Operaçao Voraz, a Polícia Federal encontrou malas de dinheiro em Coari, comprovou fraudes em licitações, prendeu secretários da prefeitura, mas Adail, blindado por uma poderosa rede politica com tentáculos no governo do Amazonas, escapou.
Quando foi preso, meses depois, acusado de pedofilia, teve tratamento privilegiado, ficando "detido"em quartel da Policia Militar do Amazonas, apesar de não possuir curso superior.
