Um plano de segurança para a fronteira foi discutido hoje em Manaus pelo governador Omar Aziz, o superintendente da Polícia Federal, Sérgio Fontes e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Do encontro saiu a proposta da criação de um grupo de trabalho que vai reunir-se em 15 dias para por em prática a instalação do Pelotão de Fronteira (Pefron), que vai reunir a Força Nacional de Segurança, Forças Armadas e as Polícias Federal, Civil e Militar no combate ao narcotráfico, tráfico de animais, biopirataria e outros crimes comuns. As bases serão instaladas em municípios do Alto Solimões, que fazem fronteira com a Colômbia e Peru.
O ministro José Eduardo Cardozo, que veio a Manaus inaugurar o Centro de Detenção provisória do Amaoznas, anunciou que o Ministério da Justiça vai repassar 60 motocicletas e 15 veículos para auxiliar o Governo do Estado na implantação do programa Ronda do Bairro.
“A conversa que tivemos foi muito proveitosa. O ministro vai levar à presidenta Dilma Rousseff nossas propostas para área de segurança, que envolve desde a prevenção da criminalidade até a construção de novos presídios”, disse o governador Omar Aziz.
Segundo o ministro, a parceria com o Estado do Amazonas tem tudo para dar certo. “Temos os mesmos objetivos. Faremos o que puder para resolvermos a questão carcerária e vamos trabalhar juntos para dar segurança às áreas de fronteira”.
Novo presídio – Localizado no quilômetro 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista), ao lado do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), o Centro de Detenção Provisória servirá para abrigar os detentos à espera de julgamento, que atualmente ficam na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa (CPDRVP), no Centro da cidade.
Com investimento superior a R$ 21 milhões, o Governo do Amazonas, através da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), cria uma alternativa para esses presos, permitindo que eles sejam abrigados em número e condições adequadas. A nova unidade, construída em parceria com o Governo Federal, ocupará um terreno de 9.706,70 m², cercado por uma estrutura de concreto armado para reforçar a segurança. Dividido em módulos, o Centro contará com 568 vagas, entre celas coletivas e individuais, além de espaços para atividades educacionais e assistência médica e jurídica.
A estrutura comporta dois poços artesianos e um gerador com potência de 450 kVA, o que vai evitar falta de água e energia elétrica. Com aprovação do Depen, o projeto do Centro foi executado pela Construtora A. Gaspar, que contratou uma frente de trabalho com mais de 100 profissionais – entre eles, presos do regime semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), formados em cursos de qualificação profissional promovidos pela Secretaria.
