Manaus/AM - A Justiça Federal no Amazonas condenou o empresário Aparecido Naves Junior e outros quatro réus pelo incêndio de dois helicópteros do Ibama em Manaus, ocorrido em 24 de janeiro de 2022. Segundo a sentença, o ataque foi uma retaliação às operações contra o garimpo ilegal em terras indígenas.
A decisão foi proferida pela juíza Mara Elisa Andrade, da 7ª Vara Federal Ambiental e Agrária do Amazonas. De acordo com as investigações da Polícia Federal e denúncia do Ministério Público Federal, Aparecido Naves Junior atuou como mandante e financiador da ação criminosa, que teve como objetivo inviabilizar operações de fiscalização ambiental na Amazônia. Os helicópteros estavam estacionados no Aeroclube de Manaus e eram usados pelo Ibama em missões de combate a crimes ambientais, especialmente em áreas de garimpo ilegal.
O crime foi classificado pela Justiça como grave atentado contra o patrimônio público e contra a proteção ambiental, já que as aeronaves eram essenciais para o deslocamento de equipes em regiões remotas. A sentença destacou que o incêndio representou uma tentativa de intimidar agentes públicos e impedir a continuidade das operações de fiscalização.
Além de Aparecido Naves Junior, outros quatro envolvidos foram condenados por participação direta no ataque. As penas variam conforme o grau de envolvimento, incluindo reclusão e pagamento de multas.

