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Justiça condena dois policiais civis e decreta perda de cargo público

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Os réus, mediante a imputação da prática de crime sexual contra menores, extorquiam as vítimas.

A juíza titular da 5ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, Andrea Jane Medeiros, condenou os policiais civis Frank José Rodrigues Abrahim e Pedro Rocha da Silva Neto, além de Heron Cordovil da Silva, que se passava por policial civil, a mais de seis anos de reclusão pelo crime de extorsão.  Na sentença, os policiais Frank José Rodrigues Abrahim e Pedro Rocha da Silva Neto também perdem suas respectivas funções na Polícia Civil do Amazonas. No mesmo, processo Sabrina Colares Xavier foi absolvida.

Frank José Rodrigues Abrahim e Pedro Rocha da Silva Neto foram condenados a seis anos e seis meses de reclusão. Heron Cordovil da Silva teve a pena fixada em seis anos de reclusão. Todos cumprirão em regime semiaberto.

Na denúncia feita pelo Ministério Público do Estado do Amazonas à 5ª Vara Criminal da Comarca da Capital, contra Frank, Pedro, Heron e Sabrina Colares, consta que no dia 14 de janeiro de 2011, por volta das 17h, Marcelo Ferreira de Vasconcelos teve seu veículo interceptado por policiais civis, os quais imputavam-lhe a prática de crime sexual contra duas jovens que o acompanhavam, sendo uma delas Sabrina Colares Xavier, e a outra, uma adolescente de 16 anos.

A vítima assumiu aos policiais que acabara de sair do motel com as duas jovens, argumentando em sua defesa, somente haver mantido contato físico com aquela que já havia atingido a maioridade, Sabrina Colares Xavier. Segundo a vítima, dois dos três denunciados entraram no carro de sua propriedade e um deles assumiu a direção do veículo, e então, ao invés de conduzi-lo até uma delegacia de polícia, exigiram a importância de R$ 10 mil. Como não tinha o dinheiro, a vítima propôs o pagamento em pneus, mercadoria com a qual trabalha.
 


Mas os acusados não contavam que o rapaz viesse a passar mal em razão da dependência de medicamentos para o controle do diabetes. A vítima foi conduzida a uma drogaria e, posteriormente, ao SPA do Alvorada, Zona Oeste. Lá, foi deixado para o atendimento médico, mas um deles deixou o número de telefone no prontuário do paciente. Passados três dias do episódio, um dos policiais voltou a procurá-lo para o recebimento do “acerto”, mas a vítima decidiu procurar a Corregedoria Geral do Sistema de Segurança Pública onde foi aberto um inquérito.

Executavam golpe na cidade

Ouvidas, as jovens confessaram que haviam sido recrutadas pelos três primeiros denunciados para executar um golpe na cidade, consistente em arranjar clientes para um “programa sexual”, levá-los a um motel e dali repassar uma mensagem, via telefone celular, aos seus recrutadores, dando conta de onde estavam e do número da placa do veículo do “cliente”, tudo de forma a propiciar a sua abordagem logo na saída do motel.

A partir de então, os policiais, mediante a imputação da prática de crime sexual contra menores, extorquiam as vítimas. No decorrer das investigações apurou-se que Heron Cordovil da Silva não pertence aos quadros da Polícia Civil, embora se tenha apresentado como policial, conforme os autos.
 

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