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Infectologista diz que "Região Norte será farol do que acontecerá com a Ômicron no Brasil"

Infectologista diz que "Região Norte será farol do que acontecerá com a Ômicron no Brasil"
Infectologista diz que "Região Norte será farol do que acontecerá com a Ômicron no Brasil"

Manaus/AM  - “A Região Norte será farol do que acontecerá com a Ômicron no Brasil”, disse nesta quarta-feira (15), o infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Julio Croda, em entrevista hoje, 15, à CNN para comentar sobre o início das exigências de comprovantes de vacinação contra Covid-19 aos viajantes que chegam ao Brasil sem ter que cumprir quarentena.

Ao justificar a observação, o pesquisador argumenta que os estados da região Norte vivem momento de maior transmissibilidade por conta da época de chuvas do inverno amazônico, têm baixa cobertura vacinal e têm um local no qual circulou a variante Gama muito intensamente em um passado muito distante, entre dezembro e janeiro.

Croda afirma que, com a entrada da Ômicron e as flexibilizações que já estão postas, a baixa adesão ao uso de máscaras vai permitir entender um pouco como a vacina vai segurar ou não o aumento de hospitalizações e óbitos.

Para o especialista, “é importante que a gente tenha todos no Brasil vacinados e também quem chega de fora. Isso para evitar não só a Ômicron, mas a introdução de novas variantes.

Na avaliação dele, a Ômicron deve se tornar a forma do coronavírus predominante no mundo todo, da mesma forma que aconteceu com a variante Delta. Isso pelo fato da cepa ter maior transmissibilidade e maior escape imunológico. “O que muda é o impacto que ela vai gerar”, ponderou.

Ao comentar a entrada em vigor da exigência do chamado passaporte de vacina exigida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), determinada pelo ministro Luís Roberto Barroso, o pesquisador da Fiocruz reforçou a necessidade do Brasil atingir uma cobertura vacinal na casa dos 80%.

Ele considera fundamental que a população compareça em massa para completar o esquema vacinal e tomar a dose de reforço.

Croda acredita que o Brasil já poderia ter começado a vacinar as crianças brasileiras. A Anvisa analisa um pedido da farmacêutica Pfizer para imunizar crianças de 5 a 11 contra a Covid-19.

Na entrevista, o infectologista disse não entender essa lentidão da Anvisa de uma vacina que já foi aprovada pelo FDA, agência reguladora americana.

Para ele, no contexto da Ômicron, é importante que essa faixa etária tenha acesso à vacina para evitar um cenário parecido com o da África do Sul, onde há aumento de internações entre as crianças.

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