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Ídolos paralímpicos dão exemplo de vida à nova geração do atletismo

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Nunca desistir dos sonhos, apesar das adversidades físicas. Essa foi a principal lição deixada em Manaus por Alan Fonteles, Terezinha Guilhermina e seu guia Guilherme Soares e Lucas Prado, integrantes do Time Brasil Paralímpico. Os ídolos são as atrações da programação educativa do Circuito Caixa Loterias de Atletismo, Halterofilismo e Natação – etapa regional Norte/Nordeste.

O evento é uma realização do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), com apoio da Prefeitura de Manaus, via Secretaria Municipal de Desporto, Lazer e Juventude (Semdej) e Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Juventude, Desporto e Lazer (Sejel), Fundação Vila Olímpica de Manaus (FVO). Os titulares da Sejel, Alessandra Campelo, e da Semdej, Fabrício Lima, participaram da programação.

Na quarta-feira, dia 20, os convidados VIP’s participaram de uma clínica de atletismo com 150 crianças da rede pública de ensino, no auditório da Vila Olímpica de Manaus.  Os jovens ouviram as histórias de superação dos ídolos e interagiram com eles na pista de atletismo.

Para Alan Fonteles, eventos como o Circuito Caixa Loterias cumprem duas funções primordiais. “Primeiro, essas competições são importantes porque incluem as pessoas com deficiência, oferecendo o esporte como uma alternativa de vida. Segundo, porque revelam talentos para representar o País nos eventos internacionais, como nos Jogos Olímpicos. A mensagem que eu deixo é só uma: nunca desista dos seus sonhos, dos seus objetivos. Não importa a adversidade física”, disse o paraense, atual campeão paralímpico da prova dos 200m rasos.

Alan tem boas lembranças da cidade. Ele revelou ter disputado um Norte-Nordeste de Atletismo em 2005, na própria Vila Olímpica de Manaus. “Fiquei hospedado ali”, enfatizou ele, apontado para o hotel da Vila.

A cega mais rápida do planeta, Terezinha Aparecida Guilhermina, chamou atenção no evento ocorrido pela manhã não somente por fazer questão de estar enfeitada, mas também pela história de vida. A paratleta conta que teve uma infância muito pobre ao lado de seus doze irmãos (cinco são deficientes) e que descobriu no esporte uma maneira de mudar de vida. “Quando ganhei minha primeira competição ganhei um prêmio de R$80. Ao chegar próximo de casa comprei um iogurte que sempre ficava olhando e pensando qual era o gosto. Fiquei toda lambuzada de tanta comer. Com o resto, comprei um sofá usado e percebi desde este dia que o esporte é uma loteria e pode mover sonhos ”, disse a dona de três ouros no Parapan-americano de Guadalajara (2011).

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