Manaus/AM- A Justiça Federal recebeu denúncia contra um homem acusado de participar de um garimpo ilegal no Parque Nacional dos Campos Amazônicos, em Novo Aripuanã, no interior do Amazonas. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a atividade de extração de cassiterita provocou a degradação de 36,77 hectares de floresta nativa.
O garimpo, conhecido como “Garimpo do Rato”, funcionava com gerador, motor-bomba, caixa separadora e estruturas de apoio. A área foi localizada em abril de 2025, durante uma operação da Polícia Federal, Força Nacional e ICMBio.
Conforme a denúncia, o homem admitiu participação na atividade e apontou outra pessoa como responsável pela administração do local. O acusado responde por usurpação de bens da União, extração ilegal de recurso mineral e danos ambientais em unidade de conservação.
Além da retirada da vegetação, o ICMBio identificou abertura de cavas, erosão, assoreamento e perda e fragmentação de habitats. O MPF pede reparação pelos danos ambientais e patrimoniais, além de indenização mínima de R$ 10 mil por dano moral coletivo.
A Justiça deu prazo de dez dias para que o acusado apresente defesa. O processo tramita na Justiça Federal do Amazonas.
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