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Greenpeace infla balão para Dilma ver

O  Greenpeace  fez um protesto durante a inauguração da ponte Rio Negro. Durante a manifestação, foi inflado um balão com a mensagem: “Senado, desliga essa motosserra”. Em sua campanha eleitoral, a presidente fez promessas de vetar qualquer dispositivo legal que possibilite mais desmatamentos. Além disso, o Brasil também se comprometeu mundialmente com a redução nas emissões de gases estufa, principalmente combatendo o desmatamento na Amazônia, feito que rendeu ao país um papel de destaque internacional na questão climática.

 

“O projeto de lei coloca em risco, de forma irresponsável, a credibilidade do país. Está na hora de a presidente e seus líderes de governo agirem de forma clara, tomando para si as rédeas desse debate e demonstrando ao Congresso que um retrocesso na legislação florestal não será tolerado”, diz Tatiana Carvalho, da Campanha Amazônia do Greenpeace.

 

Às vésperas de sediar a Conferência Rio+20, os olhos do mundo estão voltados para o Brasil, e o país está atento às decisões da presidente e de seus parlamentares. Mesmo antes de ser votada, a proposta de alterações no Código, que contém promessas de anistia e de estímulo à devastação, já fez estragos e foi sentida nas últimas medições de desmatamento feitas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

 

O monitoramento já indica que a queda do desmatamento, um importante legado do governo Lula, está sendo revertida, e os índices de degradação florestal voltaram a crescer. Baseado nos dados do INPE, o Greenpeace calcula que esse aumento na destruição pode chegar a até 15% com relação ao ano passado.

 

Durante um comício em Belo Horizonte, no dia 23 de outubro de 2010, Dilma disse que era a favor de uma política de desmatamento zero. “O Brasil pode expandir sua produção agrícola sem desmatar”, afirmou. Uma vez na presidência, ela esqueceu o discurso e cruzou os braços na tramitação do novo Código. Ele saiu da Câmara exatamente como ela prometeu que não sairia.

 

O debate agora corre no Senado. Dilma segue calada, a despeito do alerta de renomadas instituições, como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a USP e a UnB, de que o projeto do Código é um estímulo à devastação florestal. Mal se sabe sobre a posição do governo em relação às mudanças previstas. “Com esse comportamento, a presidente está condenando as florestas à motosserra e manchando a sua história política”, diz Tatiana.

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