Uma manifestação programada para as 9 horas desta quinta-feira contra a permanência do defensor-geral do Estado, Tibiriçá Valério de Holanda no cargo, é produto de uma suposta trama envolvendo o defensor Carlos Alberto Filho. Conversa telefônica, mantida pelo defensor com o lider comunitário João Couto, contratado pelo procurador, revela que Carlos Alberto está pagando para a mobilização de 250 pessoas que seriam transportadas em quatro ônibus da União Cascavel para a frente do prédio da Defensoria Pública, na rua Maceió.
Outro envolvido na trama, segundo o áudio que você pode ouvir no Portal do Holanda , é o deputado estadual Marcelo Ramos (PSB). O líder comunitário liga para o gabinete do parlamentar e fala com o assessor de nome Frazão, que confirma que Marcelo está está intermediando a liberação dos ônibus para conduzir o grupo contratado para fazer a manifestação.
O defensor também mandou confeccionar faixas de protesto contra a permanência do defensor geral.
A manifestação teria o propósito de mostrar suposto descontentamento da população com a Defensoria. Como foi programada e "montada", servindo a "interesses escusos" mediante subterfúgios e contratação de pessoas para comparecerem ao "protesto", integrantes da Defensoria Pública avaliam que o defensor Carlos Alberto cometeu falta grave e vão pedir que seja investigado.
