Em entrevista para O Globo, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Gilmar Mendes, declarou apoio à decisão de Ricardo Lewandowski que suspendeu as eleições suplementares no Amazonas e chamou de precipitada a decisão que afastou Melo do governo sem o acórdão.
Gilmar, que não participou do julgamento de Melo e Henrique, lembrou que a decisão foi feita por membros substitutos e que a decisão não é comum impedindo inclusive a defesa da chapa cassada.
— Aqui notoriamente houve uma precipitação do tribunal ao determinar que se cumprisse a decisão sem acórdão, o que não é ortodoxo aqui. Mas o tribunal estava com uma composição substitutiva. O resultado: o ministro Lewandowski deu liminar. E isso tem custo. Essa eleição custa R$ 18 milhões pelo menos — disse Gilmar, acrescentando:
— As pessoas precisam recorrer. Recorrem do quê? De um acórdão. O acórdão não existia. É esse novo direito brasileiro que vai se desenvolvendo e que de fato não é condizente com as nossas tradições.

