Na manhã da última terça-feira (21), a Eletrobras Amazonas Energia realizou a primeira operação coordenada pela Delegacia Especializada em Roubo de Energia (Decfs), em parceria com o Instituto de Criminalística (Incrim). A feira da Banana da Panair, frigoríficos, flutuantes, e vários outros estabelecimentos como igreja, distribuidora de bebidas, residências e outros comércios localizados na rua Beira Mar do bairro Educandos, Zona Sul de Manaus, foram inspecionados, e vários tipos de ligações clandestinas foram detectadas.
O primeiro estabelecimento a receber a inspeção foi um frigorífico, que possuía várias câmaras frigoríficas de grande porte. Junto com o estabelecimento também funciona um flutuante que serve de depósito e armazenamento de pescados. O proprietário do local foi notificado para se dirigir ao local. O dono do estabelecimento compareceu para acompanhar os procedimentos das equipes técnicas. O crime de furto de energia foi caracterizado pela perícia do Incrim e pelas equipes de inspeção da Distribuidora. De acordo com análise preliminar da concessionária, o volume desviado de energia elétrica foi da ordem de 23.000 kWh, o equivalente a um prejuízo estimado de R$ 13.000 mil reais ao mês.
Outro estabelecimento inspecionado foi uma balsa onde funciona uma fábrica e distribuidora de gelo, onde foram encontrados quatro motores de alta potência e duas câmaras de armazenamento, o que gera um grande consumo de energia elétrica. O volume de energia elétrica desviada do local foi de 29.500 kWh, o equivalente a R$ 15.500 mil reais ao mês.
Vários outros locais na mesma rua foram identificados com ligações clandestinas. Parte das ligações irregulares foram encontradas na feira da Banana da Panair, pontos comerciais de revenda de gelo, distribuidora de bebidas, igreja e outros comércios e residências. O fornecimento ligado a rede de baixa tensão foi suspenso e a Eletrobras Amazonas Energia registrou um boletim de ocorrência sobre o ocorrido.
Com base na resolução 414/10, em caso de comprovação de furto de energia elétrica, a concessionária pode retroagir o valor perdido em até 36 meses. Nesta operação foi desligado 55.000 kWh, o que se refere a um prejuízo de até R$ 800.000 mil reais.
Após a realização de todos os procedimentos de perícia, todos os locais foram notificados e tiveram o fornecimento de energia suspenso. A Eletrobras Amazonas Energia informa que irregularidades dessa natureza demonstram o quanto são diversas as intervenções nas suas redes de distribuição, fato que compromete muito a qualidade do fornecimento de energia, além de por em risco a segurança dos usuários desse tipo de instalação elétrica.

