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Faz escuro mas eu canto: Poeta Thiago de Mello recebeu homenagem na 34º Bienal de São Paulo

Faz escuro mas eu canto: Poeta Thiago de Mello recebeu homenagem na 34º Bienal de São Paulo
Faz escuro mas eu canto: Poeta Thiago de Mello recebeu homenagem na 34º Bienal de São Paulo

Manaus/AM - O verso “Faz escuro mas eu canto”, foi escrito pelo poeta amazonense Thiago de Mello em 1965, e após 50 anos seu legado ainda foi homenageado na 34º Bienal de São Paulo.

O verso que inspirou a bienal faz parte do poema ‘Madrugada Camponesa’, e também ganhou uma versão musical em parceria do poeta com o músico Monsueto Menezes.

 

Madrugada Camponesa - por Thiago de Mello

 

Madrugada camponesa,

faz escuro ainda no chão,

mas é preciso plantar.

A noite já foi mais noite,

a manhã já vai chegar

Não vale mais a canção

feita de medo e arremedo

para enganar solidão.

Agora vale a verdade

cantada simples e sempre,

agora vale a alegria

que se constrói dia-a-dia

feita de canto e de pão.

Breve há de ser (sinto no ar)

tempo de trigo maduro.

Vai ser tempo de ceifar.

Já se levantam prodígios,

chuva azul no milharal,

estala em flor o feijão,

um leite novo minando

no meu longe seringal.

Já é quase tempo de amor.

Colho um sol que arde no chão,

lavro a luz dentro da cana,

minha alma no seu pendão.

Madrugada camponesa.

Faz escuro (já nem tanto),

vale a pena trabalhar.

Faz escuro mas eu canto

porque a manhã vai chegar.

(Faz escuro, mas eu canto)

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