O desabastecimento que afeta diversos bairros de Manaus desde a última terça-feira (18) tem transformado a rotina de milhares de famílias em uma verdadeira saga. O que deveria ser o acesso a um serviço básico tornou-se um desafio logístico e financeiro, especialmente para quem reside em áreas como o bairro Novo Aleixo.
É o caso da dona de casa Katarina, mãe de dois filhos. Diante da falta de água em sua residência, ela tem sido obrigada a realizar um esforço extra diariamente: deslocar-se para outro bairro apenas para garantir que as crianças consigam tomar banho antes de irem para a escola.
A situação impõe um peso duplo para famílias como a de Katarina. Além da exaustão física, o desabastecimento gera um impacto direto no bolso:
Aumento de Despesas: O deslocamento constante para buscar água ou utilizar as instalações de parentes e amigos em outras regiões da cidade tem encarecido o orçamento doméstico com gastos extras de transporte.
Gestão do Tempo: A necessidade de organizar a rotina das crianças fora de casa reduz drasticamente o tempo disponível para prepará-las para as aulas, tornando as manhãs mais corridas e estressantes.
"É uma situação humilhante e exaustiva. Tenho que tirar meus filhos de casa, pegar condução e ir para outro bairro só para um banho antes da aula. Isso desorganiza toda a nossa vida e ainda pesa nas contas no fim do mês", desabafa Katarina.
O problema, iniciado após o desligamento programado da Estação de Tratamento de Água (ETA) Ponta das Lajes, ainda gera incertezas. A Águas de Manaus informou que a retomada do abastecimento ocorre de forma gradual, mas o prazo de até 48 horas para a normalização total da rede, em meio a um forte calor, tem deixado a população sem respostas imediatas para o alívio de suas necessidades básicas.




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