Dois empresários de Manaus foram condenados pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 300 mil a uma trabalhadora doméstica que, segundo a sentença, foi mantida por mais de 30 anos em condições análogas à escravidão.
A mulher foi levada de São Gabriel da Cachoeira para Manaus aos cinco anos, sob a promessa de que teria acesso a melhores condições de vida. Segundo o processo, ela passou a realizar tarefas domésticas na casa da família e permaneceu nessa condição até 2024.
A sentença reconheceu vínculo de emprego entre outubro de 1993 e dezembro de 2024. O juiz Dhiancarlos Picinin, da 5ª Vara do Trabalho de Manaus, apontou jornadas exaustivas, condições degradantes de moradia, restrição de locomoção e ausência de remuneração regular.
A trabalhadora teria começado as atividades ainda na infância. Já adulta, cumpria uma rotina que começava por volta das 5h e seguia até depois das 21h, inclusive aos fins de semana e feriados. Os valores recebidos variavam entre R$ 100 e R$ 200 por mês.
A decisão também determinou o pagamento de verbas trabalhistas e R$ 50 mil por danos morais. O processo tramita em segredo de Justiça e ainda cabe recurso.



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