Manaus/AM - O projeto de exploração de petróleo na bacia Foz do Amazonas, pela Petrobras, atingiu escala máxima de impacto negativo, influência em biodiversidade formada por espécies ameaçadas de extinção e comprometimento de áreas ainda desconhecidas.
De acordo com cálculo feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A perfuração do chamado bloco 59, planejada pela Petrobras e pelo governo Lula (PT) para 2024, teve um grau de impacto ambiental calculado em 0,5%. A escala varia de 0 a 0,5%, conforme a legislação vigente — o índice, portanto, atingiu o máximo possível.
Os principais componentes do indicador —magnitude dos impactos, biodiversidade, persistência dos impactos e comprometimento de área prioritária— também foram definidos em seus valores máximos, o que levou ao índice de 0,5%.
Em novembro passado, o plano da Petrobras de explorar petróleo na margem equatorial foi um dos temas tratados na CPI das ONGs. A comissão recebeu o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho e o relator, senador Marcio Bittar (União-AC), reclamou das negativas do Ibama em conceder as licenças ambientais para que a Petrobras possa dar continuidade a suas pesquisas e, encontrando o petróleo, possa explorá-lo.

