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Decepcionada

Ex-secretária de saúde do Amazonas, Simone Papaiz se diz injustiçada após prisão

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Foto: Diego Peres / Secom Foto: Diego Peres / Secom
Foto: Diego Peres / Secom

Manaus/AM - A ex-secretária de saúde do Amazonas, Simone Papaiz, que foi exonerada do cargo na última segunda-feira (6), se disse abalada e injustiçada pela sua prisão no âmbito da operação Sangria, deflagrada pela Polícia Federal no último dia 30 de junho. A declaração da ex-titular da Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam), consta em carta de pedido de exoneração encaminhado para o governador Wilson Lima, logo após ela deixar a prisão. 

Na carta, Papaiz agradeceu pela oportunidade de ter contribuído com o sistema de saúde do Amazonas e salientou sua decepção com a determinação de sua prisão. “Gostaria também de declarar minha decepção com a situação de determinação de prisão em face da minha pessoa, sabendo que eu não tinha qualquer responsabilidade sob os documentos assinados anteriormente a minha nomeação, de modo que estou abalada e me sentindo injustiçada”, disse a ex-secretária relatando não ter participado do processo de compra dos respiradores superfaturados, alvos de investigação da PF. 

A defesa da ex-secretária de saúde também emitiu uma Nota Defensiva sobre as acusações contra ela, assinada pela advogada Catharina de Souza Cruz Estrella. No documento que também foi encaminhado ao governador Wilson Lima, a defesa frisa que no processo “da compra de 28 respiradores pulmonares” Simone “não era a secretária e não assinou qualquer documento referente a este processo, portanto, não assume responsabilidade”.

Ainda na nota, a defesa de Simone explica porque ela atrasou o envio de documentos para órgãos de controle sobre o processo de compra dos respiradores. “É mister ainda informar que assumiu o cargo de Secretária de Saúde no pior mês da pandemia e seu esforço enquanto estava no cargo era de ampliar o sistema de saúde para atender a população. Assim, os atrasos no encaminhados de documentos aos órgãos de controle não ocorreram de forma intencional, mas pelas circunstâncias que a pandemia causou”, justifica a defesa da ex-secretária que também citou que ela contraiu a Covid-19 no dia 23 de abril e ficou impossibilitada de ir até a sede da Susam. 

Simone Papaiz foi presa por suposta omissão de documentos públicos referentes a compra dos 28 respiradores com a loja de vinhos FJAP, principalmente para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), que na época solicitou o seu afastamento do cargo devido ao não atendimento da solicitação. Para a investigação, a atitude de Simone configurou tentativa de dificultar a apuração dos fatos e proteger possíveis irregularidades. 

Confira na íntegra a carta de exoneração e nota defensiva de Simone Papaiz: 

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