Manaus/AM - O ex-goleiro Clóvis Amaral Machado morreu aos 76 anos no Hospital Delphina Aziz, vítima de Covid-19. A morte foi confirmada pelo Rio Negro nesta terça-feira (13). Conhecido como "O Aranha Negra", o atleta nascido em Parintins virou lenda entre os anos 60 e 70, no Atlético Rio Negro Clube. Ele completaria 77 anos no dia 20 de outubro.
Além do uniforme negro - que o rendeu o apelido de "O Aranha Negra" -, e das grandes defesas, Clóvis também tinha outra marca em campo: a toalha vermelha. Ele passou a usá-la como um amuleto após receber o objeto do técnico Osvaldinho, para enxugar as mãos, e nesse dia, não tomar nenhum gol. "Em todos os jogos contra o Nacional, eu levava a minha toalhinha vermelha que sempre me deu muita sorte", contou, em entrevistas.
Em 2006, após anos afastado dos gramados, ele passou a ser funcionário do Rio Negro, como representante comercial e vendedor autônomo, mas sempre sem deixar de lado a paixão: o futebol, chegando a participar de peladas com amigos jogadores.
Clóvis vem recebendo inúmeras homenagens de amigos, familiares e colegas. "Começou no Auto Esporte. A princípio jogava de armador… Foi meu colega do Colégio agrícola nos anos 58/59 quando o colégio era ao lado da refinaria de petróleo e hoje escola da Marinha… Tinha o apelido de Perna Longa devido a sua elasticidade, saltava e tocava o travessão com a sola dos pés mas não jogava no gol. Eu o outro colega “Marrinha” revezamos no gol", lembrou o ex-jogador Fausto Souza.




