A região amazônica tem 64 espécies criticamente em perigo de extinção, 136 quase ameaçadas, 201 em perigo e 238 vulneráveis a extinção, de acordo com dados divulgados pelo IBGE na pesquisa “Contas de ecossistemas: espécies ameaçadas de extinção no Brasil”, divulgada ontem (25).
A publicação tem como base as informações contidas na nova lista de espécies ameaçadas, publicada em dezembro de 2022 pelo então Ministério do Meio Ambiente, na Portaria MMA Nº 354, de 27 de janeiro de 2023 e é uma revisão do primeiro levantamento divulgado em 2020, com dados de 2014.
As informações foram elaboradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pelo Centro Nacional de Conservação da Flora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (CNCFlora/JBRJ).
De acordo com o levantamento, de 2014 a 2022 aumentou o número de espécies avaliadas tanto na flora quanto na fauna.
No Brasil, atualmente, são reconhecidas um total de 50.313 espécies de plantas e 125.251 espécies de animais. Houve aumento da quantidade de espécies avaliadas de 9% (4.304 espécies) para 15% (7.517 espécies) das espécies reconhecidas. Na fauna, o aumento foi menor: de 10% (12.009) para 11% (13.939).
Para os analistas do estudo, a proporção de espécies ameaçadas mostrou redução tanto na flora (de 47,4% para 42,7%) quanto da fauna (de 9,8 para 9%) devido ao aumento do número de espécies avaliadas até 2022.
Entre os biomas, a região amazônica tem no total 6.968 espécies que geram menos preocupação.
Já a Mata Atlântica se manteve com o maior número de espécies avaliadas (11.811), a maior quantidade de espécies ameaçadas (2.845)) e o maior número de espécies extintas, que subiu de 7 para 8, com a inclusão da Perereca-gladiadora-de-sino (Boana cymbalum);
O Cerrado (1.199) vem em seguida no ranking de espécies ameaçadas, seguido pela Caatinga (481). O Pantanal éo bioma com menor número absoluto de espécies ameaçadas (74).
A classificação de espécies ameaçadas, isto é, as classificadas como “criticamente em perigo”, “em perigo” e “vulnerável”, foi feita de acordo com os critérios metodológicos preconizados pela International Union for Conservation of Nature (“União Internacional para a Conservação da Natureza”, da sigla em inglês IUCN).
A coordenação da pesquisa ressalta, no entanto, que embora a proporção de espécies avaliadas ainda seja pequena em relação ao total de espécies reconhecidas, o esforço constante das instituições envolvidas tem resultado em avanços importantes para o conhecimento da biodiversidade brasileira, que podem nortear políticas de proteção adequadas ao meio ambiente.


