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Estudo aponta aumento da população obesa em todo o país e traz destaque para região Norte

Estudo aponta aumento da população obesa em todo o país e traz destaque para região Norte
Estudo aponta aumento da população obesa em todo o país e traz destaque para região Norte

Manaus/Am - O crescimento da proporção de obesos na população com 20 anos ou mais de idade no Brasil, que passou de 12,2% para 26,8% entre os anos de 2003 e 2019, segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) do Ministério da Saúde deixa em alerta as autoridades de saúde para este problema, considerado de saúde pública.

Os dados foram divulgados hoje, 28, no estudo denominado “Enfrentando a obesidade em adolescentes na América Latina: o custo da inação no Brasil, Chile e Colômbia”, lançado pelo Painel Brasileiro da Obesidade, em parceria com o Ministério da Saúde.

Na série histórica da prevalência de obesidade de grau I, II e III em homens adultos, segundo a região do Brasil entre os anos de 2009 e 2019, o estudo aponta que os homens da região Norte apresentam prevalência de 20,3% de obesidade em relação aos das demais regiões. O índice em relação às mulheres é ainda maior, chegando a 25,5%.

No Amazonas, em 2019, de acordo com o levantamento, 6,1% das crianças menores de 5 anos estão obesas, enquanto entre os adolescentes essa prevalência era de 6,4%.

Outra pesquisa, da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel), aponta Manaus com 23,4% da população adulta bem acima do peso, sendo a capital com maior porcentagem no Brasil. De 2006 a 2019 houve um incremento de 4,5% ao ano.

Já a proporção de pessoas com excesso de peso na população com 20 anos ou mais de idade no país passou de 43,3% para 61,7%, nos mesmos 17 anos.

Os dados levaram o Ministério da Saúde a anunciar a preparação de iniciativas voltadas à qualificação dos profissionais de saúde, tais como o “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de sobrepeso e obesidade” e a publicação do “Instrutivo de Cuidado da Obesidade em Crianças e Adolescentes”, com o objetivo de apoiar a formação de profissionais nos cuidados e particularidades da atenção às crianças e adolescentes com obesidade.

O Ministério da Saúde aponta que a obesidade é fator de risco para três das quatro principais causas de DCNT em todo o mundo, incluindo diabetes tipo 2, hipertensão, cardiopatias e está associada a pelo menos 33 comorbidades8, dentre elas 14 tipos de câncer, adicionalmente depressão e infertilidade.

O Índice de Massa Corporal (IMC), principal indicador utilizado para medir a obesidade, está relacionado à mortalidade progressiva em função de doenças cardiovasculares e impacta negativamente a sobrevivência média dos indivíduos em até 10 anos quando acima de 40kg/m2.

Estima-se que pelo menos 15 mil casos de câncer por ano no Brasil (3,8% do total) poderiam ser evitados com a redução do excesso de peso e da obesidade. Pela estimativa, esse número deve crescer até 2025, quando se estima que mais de 29 mil novos casos de câncer atribuíveis à obesidade e ao sobrepeso devam surgir, índice que vai representar 4,6% de todos os novos casos da doença no país.

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