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Especialistas alertam para riscos da liberação precoce do uso de máscaras no Amazonas

Especialistas alertam para riscos da liberação precoce do uso de máscaras no Amazonas
Especialistas alertam para riscos da liberação precoce do uso de máscaras no Amazonas

Manaus/AM - A decisão de algumas prefeituras municipais de Manaus, Maués e Parintins, de liberar a população do uso de máscaras em locais abertos, tem recebido manifestações contrárias de entidades e especialistas na área da saúde como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Um deles é o epidemiologista e pesquisador da Fiocruz/Amazônia Jesem Orellana, que afirma ser precipitada a decisão.

Em vários municípios do Amazonas as prefeituras já aboliram o uso de máscaras. Em Manaus, o prefeito David Almeida, assinou decreto liberando a partir de amanhã, 16, em Maués, uso já é liberado e em Parintins, é facultativo. Em vários outros as decisões serão anunciadas esta semana. Os decretos mantêm a exigência do uso em locais fechados.

Ao lembrar que o uso desse equipamento é uma das medidas não farmacológicas mais eficientes para a prevenção da contaminação pelo Covid-19, Jesem Orellana tem afirmado, tanto nas redes sociais dele quanto em entrevistas à imprensa, a necessidade de manter o uso do equipamento, mesmo em locais abertos.

Para ele, a liberação impõe riscos naturais, não apenas na disseminação evitável do vírus, mas também cria oportunidade para o surgimento de novas variantes, que é um fator preocupante.

O pesquisador cita que há grupos ainda com baixo índice de imunização, o que pode resultar em um novo aumento do contágio.

Em nota divulgada na imprensa, o Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) chamou atenção para a necessidade do avanço na vacinação e para os riscos do relaxamento considerado prematuro das medidas protetivas diante do cenário atual.

“É necessário ter prudência na adoção de qualquer medida de flexibilização, tanto pelo possível impacto do Carnaval e o potencial aumento de casos e internação, como pela ‘vacinação que avançou bastante, mas precisa ir além”, disseram os pesquisadores do Observatório na nota.

Orellana, inclusive, manifestou-se em sua página no Facebook, ser contrário a realização de grandes eventos como o Festival Folclórico de Parintins, confirmado para os dias 24, 25 e 26 de junho próximo. “O ideal, para a realização de grandes eventos, seria esperar a OMS declarar o fim da pandemia de Covid-19, principalmente em se tratando do Amazonas, tripla e desumanamente castigado pela gestão criminosa da epidemia”, afirmou Orellana.

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