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Escândalo bilionário da gestão de David foi denunciado pelo Portal do Holanda em abril de 2018

R$ 5 bilhões

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Escândalo bilionário da gestão de David foi denunciado pelo Portal do Holanda em abril de 2018
Escândalo bilionário da gestão de David foi denunciado pelo Portal do Holanda em abril de 2018
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Manaus/AM - A denúncia que originou a operação “Bilhete Premiado”, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas e Polícia Civil nesta terça-feira (18), foi publicada pelo Portal do Holanda em abril de 2018. O caso se trata de um contrato feito por meio de dispensa de licitação publicado no dia 4 de outubro de 2017, no final do mandato interino de David Almeida no governo do Estado. 

A empresa Ezo Soluções Interativas foi contratada por meio da Superintendência de Habitação ao Amazonas (Suhab), com o objetivo de recuperar valores do Fundo de Compensação de Valores Salariais (FCVS). Com apenas dois meses de serviços, a empresa informou que havia recuperado R$ 27,3 bilhões e passou a cobrar o recebimento de 20% desse valor, o equivalente a R$ 5 bilhões. A cobrança foi realizada já no governo de Amazonino Mendes que acabou cancelando esse contrato pelas suspeitas de irregularidades.

O responsável pela contratação foi o policial militar Nilson Soares Cardoso, que era o titular da Suhab. Durante a operação desta terça-feira mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa do ex-gestor.  

Judicialização

No dia 6 de março de 2018, o juiz Ronnie Frank Torres Stone, da Justiça do Amazonas, atendeu pedido da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e mandou parar e suspender qualquer atividade relacionada ao ‘contrato' da Suhab com a Ezo para negociar com o FCVS. O contrato já havia sido anulado administrativamente pelo novo diretor-presidente da Suhab, Diego Afonso, em publicação do dia 28 de outubro de 2017. 

O juiz disse em sua decisão, na ação movida pela Suhab: que causava estranheza o fato de que, uma vez contrato pela atual administração da Suhab, a Ezo informou ter recuperado R$ 27,3 bilhões em dois meses, motivo pelo qual faria jus aos honorários de R$ 5 bilhões. O magistrado também comentou que era questionável a transparência do processo, uma vez que tem conteúdo sem qualquer pertinência com o serviço apontado no contrato, com a cobrança de nota fiscal de uma outra empresa.

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