Manaus/AM - O Ministério Público do Amazonas (MPAM) ajuizou ação contra as empresas Gazzon Gases Industrial e Nitron da Amazônia pela produção e comercialização ilegal, e em condições precárias, de oxigênio medicinal, sem a devida licença da Vigilância Sanitária de Manaus. A Ação Civil Pública foi ajuizada pelo promotor Lincoln Queiroz.
A Unimed foi uma das empresas que adquiriu o oxigênio ilegal, conforme noticiou o Ministério Público.
O MP constatou que as duas empresas comercializam gases medicinais em desacordo com as normas sanitárias, colocando em risco a saúde e a integridade física da população. Dentre as irregularidades encontradas, as mais graves são o uso de cilindros impróprios, a inefetividade do controle de qualidade dos gases envasilhados e a precariedade do controle de qualidade.
“O prejuízo são os produtos oferecidos fora dos padrões verificados pela vigilância sanitária. Tratando-se de oxigênio e outros gases medicinais, a inadequação foi investigada no Inquérito Civil e foi provada a existência de risco à saúde dos consumidores que se utilizem dos gazes produzidos pelas empresas. Tendo em vista a gravidade do problema, foi requerida a suspensão das atividades das empresas até que obtenham as respectivas licenças sanitárias. Caso não logrem obter as licenças após a suspensão, pede-se a extinção das pessoas jurídicas”, explicou o promotor Lincoln Queiroz.

