Manaus/AM- A previdência de Manaus encerrou 2016 com números positivos expressivos. O patrimônio líquido registrou R$ 24 milhões; a carteira de investimentos, R$ 878 milhões; a meta atuarial foi batida (12.75%) e o resultado atuarial positivo foi de R$ 169 milhões, 740% a mais que em 2015. As únicas reduções registradas e ainda assim, muito comemoradas, foram as obrigações do passivo, que caíram de R$ 4 milhões para R$ 600 mil.
Os números foram divulgados pelo diretor-presidente da Manaus Previdência, Marcelo Magaldi, durante apresentação do Estudo Atuarial do órgão por parte do consultor Gustavo Carrozzino, da Brasilis Consultoria, empresa responsável por realizar o acompanhamento atuarial da previdência do município.
Conforme Magaldi, o resultado do cálculo atuarial é o dado mais relevante para a previdência municipal, pois o seu resultado superavitário significa dizer que o ativo que a instituição dispõe atualmente é suficiente para o pagamento das aposentadorias e pensões dos 7.276 segurados do Plano Fundo Previdenciário - FPrev (composto por 5.230 servidores ativos, 955 aposentados e 1.091 pensionistas), que hoje recebem seus benefícios pela Manaus Previdência, assim como a garantia desses benefícios no futuro.
Com uma experiência superior a 20 anos na área atuarial e conhecedor da realidade de grande parte de Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) de todo o País, Gustavo Carrozzino admite que a estrutura atual da previdência de Manaus é “fantástica”.
Ele lembra que o Fundo Previdenciário (FPrev) é composto por servidores admitidos a partir de 1º de janeiro de 2010. Hoje, neste fundo, a previdência registra 7.276 segurados, bem como os futuros servidores ativos que integrarão este plano.
Carrozzino lembra que até recentemente a segregação de massas não vinha sendo praticada de fato. Assim, o déficit financeiro do Fundo Financeiro – Ffin era coberto com recursos do FPrev, prejudicando a formação de patrimônio. A construção desse panorama superavitário só foi possível a partir da efetivação da segregação de massa que aconteceu no final de 2013, onde foram criadas contas específicas de receita e despesa para o FFin e FPrev, conforme preconizava a Lei nº 870/2005, que criou a previdência municipal, reestruturando o regime próprio de Previdência Social do município.

