Manaus/AM- O número de casos de doenças causadas pelo Aedes Aegypti caiu 74,3% em Manaus, em relação ao primeiro quadrimestre de 2016, chegando, em alguns bairros à redução de 95%. O resultado foi anunciado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) como fruto da estratégia desenvolvida pela Prefeitura de Manaus no combate ao mosquito. Mesmo com os bons indicadores, a Semsa alerta que a população deve manter os cuidados e eliminar todos os criadouros do mosquito causador da Dengue, Chikungunya e Zika Vírus.
De acordo com o secretário municipal de saúde, Homero de Miranda Leão Neto, no início do ano foi realizado um diagnóstico para avaliar o índice de infestação no município de Manaus. O resultado deu a dimensão exata das ações que deveriam ser tomadas porque a capital continuava com o status de médio risco para as doenças transmitidas pelo Aedes (dengue, zika e febre chikungunya).
Para detectar focos do Aedes foram mobilizados mais de 300 profissionais que foram às ruas de Manaus para o combate ao mosquito. Os resultados das ações realizadas, de identificação de focos de mosquitos e larvas, palestras educativas na comunidade, distribuição de material informativo, intensificação da estratégia “10 Minutos contra o Aedes” e, também, de participação ativa dos moradores de áreas prioritárias e da imprensa na divulgação das ações, surtiram efeito, agora, são convertidos em redução do número de casos confirmados.
Nos primeiros quatro meses de 2017 foram totalizados 2.533 casos de Dengue, Chikungunya e Zika, o que revela uma redução de 74,3%, em relação ao mesmo período de 2016, quando o número de casos foi de 9.869. O resultado tem maior impacto por conta da queda no número de casos de Chikungunya e Zika Vírus, 94,2% e 92,2%, respectivamente.
A redução dos casos de Dengue foi de 59,6%. Em 2016 foram 5.433 ocorrências nos primeiros quatro meses. Já em 2017, foram 2.196. Os casos de Chikungunya caíram de 377 para 22 casos. E os de Zika reduziram de 4.059 para 315, com notificações levantadas, sempre, de janeiro a abril e as comparações feitas entre 2016 e 2017.

