Parafraseando Ulysses Guimarães em seu discurso na promulgação da Constituição de 88, quando afirmou o sentimento dos constituintes na frase “temos ódio à ditadura. Ódio e nojo”, o ex-prefeito Arthur Virgílio afirmou à militância do partido em Brasília, na noite de segunda-feira (4), que sua condição de candidato às prévias do PSDB é em defesa da democracia: “eu tenho horror à ditadura, tenho nojo”.
Reafirmando aos tucanos do DF sua condição de defensor intransigente da preservação e uso sustentável da Amazônia, ele disse que se sentirá “muito vitorioso se conseguir colocar na cabeça de cada tucano, de cada brasileiro, que a Amazônia é vital para o Brasil. E se eu conseguir mais um choque contra o preconceito, melhor ainda”.
O encontro com a militância e lideranças do partido, como o senador Izalci Lucas, presidente do PSDB do Distrito Federal, marca o início da agenda de viagens pelo país do candidato, que disputará em novembro as prévias do partido com os governadores João Dória (SP) e Eduardo Leite (RS), para definir o candidato a presidente da República em 2022.
“O PSDB tem uma enorme capacidade de se recuperar, temos líderes importantes para tocar para frente essa virada. O PSDB não é um partido qualquer, que foi inventado para enfrentar duas ou três eleições”, afirmou Arthur, que reafirmou sua disposição em construir a união do partido em torno do nome que será definido nas prévias em novembro.
“O PSDB foi o partido que deu uma identidade ao Brasil, estabelecendo uma moeda forte – o Real – e que acabou a hiperinflação colocando comida na mesa do povo. As prévias do PSDB nos dão a oportunidade de resgatar esse partido em sua grandiosidade”, finalizou.



