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Em 3 anos, desmatamento em terras indígenas da Amazônia cresceu 130%

Em 3 anos, desmatamento em terras indígenas da Amazônia cresceu 130%
Em 3 anos, desmatamento em terras indígenas da Amazônia cresceu 130%

Manaus/AM - Em três anos, o aumento no desmatamento em Terras Indígenas (Tis) foi de 130% na comparação entre a média dos três anos do governo atual (2019 a 2021) com os três anos anteriores (2016 a 2018).

A denúncia foi feita a partir de nota técnica do elaborada pelo Instituto Socioambiental (ISA), a partir de dados do programa Prodes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Pelos dados da nota, no Amazonas, pelo menos três áreas foram as mais devastadas, a TI Tenharim Marmelos, situada entre os municípios de Humaitá e Manicoré, com desmatamento de 282,39 hectares, a Sissaíma, situada no Careiro da Várzea, teve 202,73 hectares desmatados e a Jauary, situada em Autazes, perdeu 201,90 hectares.

Para o Isa, esses dados reforçam a afirmativa do presidente Jair Bolsonaro um ano antes de ser eleito, em 2017, quando avisou, em visita ao Mato Grosso, que durante seu governo as Terras Indígenas não teriam “um centímetro quadrado demarcado”.

Além de cumprir a “nefasta promessa”, conforme destaca o Isa, o presidente lançou uma verdadeira ofensiva contra os direitos dos povos indígenas, avançando sobre o que é mais valioso para sua existência: a terra

Um detalhe na análise dos dados de 2021 do Prodes, segundo a nota, é que se pode ter a impressão de que o estrago não é tão grande, já que houve uma redução de desmatamento de 18,6% em comparação com 2020.

Mas, conforme argumenta o documento do ISA, o nível de invasões e ilegalidade no interior das TIs ainda é muito elevado e representa mais de 18 milhões de árvores derrubadas e 2,5% do desmatamento total na Amazônia Legal.

O Prodes registra apenas o desmatamento de corte raso, ou seja, a supressão total da vegetação nativa. “Entretanto, as TIs sofrem intensos processos de invasão e degradação florestal, provenientes do roubo de madeira, garimpos ilegais e incêndios criminosos”, explica Antonio Oviedo, coordenador do Programa de Áreas Protegidas do ISA.

“Tais vetores de degradação florestal não são registrados pelo sistema Prodes. E, com isso, além dos 32.864 hectares de desmatamento registrados pelo sistema Prodes em 2021, outros 22.707 hectares foram degradados nas TIs. Ao contrário do desmatamento de corte raso, registrado pelo Prodes, a degradação florestal aumentou 55% nas TIs em 2021”, pontua.

As TIs dos estados do Pará e Mato Grosso lideram os índices de desmatamentos.

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