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Eletrobras expõe motivos para entrar com ações contra magistrados afastados do Amazonas

Eletrobras expõe motivos para entrar com ações contra magistrados afastados do Amazonas
Eletrobras expõe motivos para entrar com ações contra magistrados afastados do Amazonas

Manaus/AM -  Em nota divulgada nesta segunda-feira (24), a Eletrobras explicou os motivos para entrar com medidas judiciais e administrativas contra o juiz Jean Pimentel, da Comarca de Presidente Figueiredo, e o desembargador Elci Simões, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM). A empresa alegou que uma execução judicial baseada em títulos antigos e inválidos gerou um bloqueio milionário em seus ativos, causando prejuízos à companhia e seus investidores.

Segundo a empresa, os títulos utilizados no processo são obrigações emitidas no século passado e já teriam perdido validade por decadência, ou seja, não poderiam ser cobrados judicialmente. Além disso, a Eletrobras aponta erros processuais, como a incompetência do juízo responsável e a falta de citação regular da companhia.

A disputa se arrasta desde 2021, quando a Vara Única de Presidente Figueiredo determinou o bloqueio de R$ 148,8 milhões da empresa. Em janeiro de 2025, o desembargador Elci Simões revisou parcialmente a decisão, mas voltou a autorizar o levantamento dos valores em fevereiro, o que levou a empresa a recorrer a instâncias superiores. A Eletrobras obteve duas decisões favoráveis: uma liminar do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinando a recuperação dos valores bloqueados, e uma medida administrativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), assinada pelo ministro Mauro Campbell, afastando os magistrados do caso.

A companhia informou que já recuperou R$ 142,5 milhões e que os bancos responsáveis pelos valores remanescentes estão adotando providências para sua devolução. Além disso, a União e o Ministério Público Federal reforçaram a tese de que a Justiça Federal deveria ser responsável pelo julgamento da disputa, decisão que ainda aguarda julgamento final.

O caso segue em tramitação, com a Eletrobras buscando garantir a restituição integral dos valores e responsabilização dos envolvidos. O afastamento dos magistrados pelo CNJ reforça a gravidade da situação e levanta questionamentos sobre a condução do processo no Amazonas.

Fonte: Amazonas Direito

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