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Economistas sugerem reflexão sobre o cuidado ambiental com a venda de automóveis

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O crescimento na venda de carros tem apontado para a necessidade de discussão urgente sobre mecanismos de contenção e fiscalização de gases poluentes no Amazonas, afirmou o conselheiro federal do Conselho Regional de Economia no Amazonas, Erivaldo Vale. O assunto é um dos temas que será abordado no Congresso Brasileiro de Economia que irá ocorrer no período de 4 a 7 de setembro deste ano, no Tropical Hotel, sob a organização do conselho.

“Do ponto de vista da Economia local, a venda de mais carros é positiva, mas há pontos que precisam ser discutidos  em função desse aumento. Um é a questão da mobilidade urbana, assim com as grandes cidades, Manaus sofre ao longos dos anos com um transporte público incapaz de motivar as pessoas deixar seus veículos em casa”, explicou Erivaldo.

Outro ponto considerado o mais preocupante no crescimento da venda de automóveis, segundo o economista, é o aumento quantidade de gases poluentes que estes milhares de veículos vão despejar no ar. “O Estado não pode ser considerado o maior em área verde preservada e ter uma capital na contramão desta realidade”, ressaltou o economista.

Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, em abril foram vendidos 2.112 no Amazonas, o equivalente a 18,4% a mais que o mês anterior. Os dados são os mais recentes da associação. O Departamento Estadual de Trânsito informou que no mesmo mês de abril, só a capital amazonense já tinha em circulação 297 mil automóveis. O último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística registrou mais de 2,8 milhões de habitantes em Manaus.

Erivaldo Vale lembrou que o aumento na venda de veículos no Estado ocorre principalmente por conta da prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados pelo Governo Federal e as formas facilitadas de pagamento. “Infelizmente, as empresas só têm se preocupado com o faturamento e não entram na discussão sobre as consequências sobre o aumento de gases  poluentes despejados no ar”, afirmou.

Atualmente, a cidade não conta com um sistema de fiscalização do ar, segundo a própria Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A Semmas informou que as ações são realizadas nos ônibus quando estão nas garagens para não atrapalhar a rotina dos usuários e servem para identificar apenas a presença da “fumaça preta”.

Para o presidente do CoreconAM, Marcus Evangelista, a falta de um sistema eficaz de fiscalização de gases poluentes compromete a evolução do desenvolvimento sustentável da região. Entre os gases liberados pelos veículos estão o monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio e dióxido de enxofre. “Muito tem se falado sobre Economia Verde e Desenvolvimento Sustentável, mas creio que esteja na hora de debater o assunto de forma mais concreta e o controle ambiental do ar deveria ser prioridade”, concluiu.
 

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