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Duas estações meteorológicas centenárias no Amazonas são homenageadas

As estações meteorológicas de Manaus, inaugurada em 1910 e no município de São Gabriel da Cachoeira, inaugurada em 1920, foram alvo de homenagens por serem centenárias. O reconhecimento veio da Organização Meteorológica Mundial (OMM) no 19º Congresso Meteorológico Mundial (Cg-19) da Organização Meteorológica Mundial (OMM), realizado em Genebra, na Suíça, na última semana.

O Brasil tem ao todo, 16 estações meteorológicas centenárias em funcionamento. Essas estações elaboram e divulgam, diariamente, em nível nacional, a previsão do tempo, avisos e boletins meteorológicos especiais; promover a execução de estudos e levantamentos meteorológicos e climatológicos aplicados à agricultura e outras atividades correlatas. 

Por serem fontes únicas das informações divulgadas sobre parâmetros atmosféricos, essas estações são referências para avaliações de variabilidade e mudanças climáticas. “As observações meteorológicas de longo prazo fazem parte do patrimônio cultural e científico insubstituível da humanidade que atende às necessidades das gerações atuais e futuras de registros climáticos de alta qualidade e de longo prazo”, informa a OMM, destacando que essas unidades fazem parte do patrimônio cultural e científico insubstituível da humanidade que atende às necessidades das gerações atuais e futuras de registros climáticos de alta qualidade e de longo prazo.

Entre os critérios adotados pela OMM para reconhecer as estações centenárias, está aquelas que usam padrões de observação sustentáveis ​​e práticas que facilitam a geração de dados meteorológicos. O mecanismo depende de estreita colaboração entre especialistas em clima, que representam as comissões técnicas e o secretariado da OMM, assim como o Sistema Global de Observação do Clima (GCOS).

Outros critérios para reconhecer uma estação centenária são além de operar há mais de 100 anos, ter observações ininterruptas de, pelo menos, um parâmetro meteorológico.

As últimas homenageadas foram as unidades brasileiras inauguradas em 1920, no município de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas; 1912, em Barra do Corda, no Maranhão; 1915, na cidade de Porto Nacional, no Tocantins; 1912, em Jacobina, na Bahia, e em 1913, em Catalão, em Goiás.

A OMM destacou que, além de atender as necessidades das gerações atuais e futuras com registros climáticos de longo prazo e alta qualidade as observações meteorológicas das estações centenárias fazem parte do patrimônio cultural e científico da humanidade.

Para o secretário geral da OMM. Petteri Taala, “essas medições de longo prazo... são a espinha dorsal da previsão do tempo e da ciência do clima. É muito importante garantirmos a sustentabilidade de longo prazo dessas medições”.

O reconhecimento do primeiro conjunto de estações centenárias ocorreu em maio de 2017.

Em 2019, foram certificadas oito unidades: em Salvador (BA), inaugurada em 1903; Caetité (BA), em 1907; Maceió (AL), em 1909; Juiz de Fora (MG), em 1910; Manaus (AM), em 1910; Cuiabá (MT), em 1911; Curitiba (PR), em 1911, e em Quixeramobim (CE), em 1896. Na ocasião, o Brasil teve o maior número da lista.

Na sequência, em 2021, mais três estações foram reconhecidas: em Aracaju (SE), aberta em 1910; em Campos dos Goytacazes (RJ), em 1911, e em Passo Fundo (RS), em 1912.

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