Manaus/AM - A médica sanitarista Adele Schwartz Benzaken pediu exoneração do cargo de diretora do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) na quarta-feira (20). Ela deixa o cargo faltando um ano e oito meses para o final de sua gestão – que seria de quatro anos –, por motivos de problemas de saúde na família.
Durante sua atuação, a médica coordenou junto com pesquisadores da instituição ações de vigilância genômica do vírus SARS-CoV-2, que resultaram na descoberta de variante Gama no Amazonas, transformando o ILMD em unidade de referência para Covid-19 e Mpox.
Em julho deste ano, Adele foi condecorada pelo presidente Lula (PT) com recebimento da Ordem Nacional do Mérito Cientifico, honraria que havia sido revogada na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A diretoria da Fiocruz Amazônia passa a ser ocupada interinamente pela diretora adjunta do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que é bióloga e pesquisadora concursada da Fiocruz Amazônia, com foco de atuação em malária. Stefanie ocupa também a Vice-Diretoria de Pesquisa e Inovação do ILMD. Em breve, deverá ocorrer uma eleição para a composição da nova gestão, com mandato até 2025.



