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Dinheiro some da conta de deficiente no Bradesco

O aposentado Sebastião Teixeira de Souza, 62 anos, portador de deficiência física, está revoltado com a maneira como foi tratada na audiência de conciliação na última sexta-feira com o procurador do Bradesco, na 9ª Vara do Juizado Especial Civil, no Fórum Desembargador Azarias de Vasconcelos. “Nem sequer dinheiro eu tinha para chegar aqui. E vim com a certeza de que na audiência de conciliação o banco iria me fazer uma proposta e eu voltaria para casa feliz”, disse Sebastião, afirmando que desde novembro de 2009 tenta resolver o problema com o banco  de maneira amigável, mas até hoje nada conseguiu.



De acordo com o aposentado, dia 23 de novembro de 2009 alguém fez um saque no valor de R$ 474,00 de sua conta corrente no Bradesco . Ele disse que procurou a gerência do banco para dar ciência do fato. E foi informado que deveria fazer um relato de próprio punho para que fosse autorizada a liberação das imagens das câmaras de segurança. Também foi informado que o banco resolveria o caso em dez dias.

“Fiz e aguardei, mas nada foi resolvido”, informou, afirmando que com o passar do tempo e com o descaso do banco, resolveu em dezembro do ano passado procurar o advogado Eliezer Gonzales para ingressar com uma ação de dano moral pedindo cerca de R$ 20 mil.

“Pedimos isso, mas meu cliente está aberto para a negociação. Ele já gastou o que não tinho nesse ano indo e voltando ao banco, se arrastando nessa cadeira de rodas e até hoje nada se resolveu. Nem  tiveram consciência de ajudar um homem deficiente como este senhor”, desabafou o advogado.

 O defensor disse que na audiência de sexta-feira deixou o fórum chateado com a maneira fria com que o representante do banco tratou   um cliente,   cidadão deficiente que apenas está buscando seus direitos. 

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