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Dia Mundial de Combate à Tuberculose alerta para cuidados com a doença

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Dia Mundial de Combate à Tuberculose alerta para cuidados com a doença
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O Amazonas lidera, há quatro anos, o ranking de estados brasileiros em casos de tuberculose (TB), com 67,2 ocorrências a cada 100 mil habitantes, segundo dados do Ministério da Saúde. Daí a preocupação de especialistas em chamar a atenção para os cuidados com a doença, tratada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma epidemia global.

Realizado anualmente, em 24 de março, o Dia Mundial de Combate à Tuberculose tem como objetivo alertar a população para a gravidade da patologia, especialmente quando não tratada corretamente, bem como sobre a importância do diagnóstico precoce.

“A tuberculose é completamente curável. O tratamento, porém, dura no mínimo seis meses e precisa ser seguido corretamente, pois a interrupção antes desse prazo pode tornar a doença resistente aos medicamentos, com sérias consequências para o paciente, inclusive podendo levá-lo a óbito”, assegura o infectologista Marcelo Cordeiro.

Ainda conforme o especialista, apesar da tuberculose ser capaz de atingir qualquer órgão, a forma pulmonar é a mais importante. Além de ser o mais frequente, o acometimento do pulmão é a condição que permite a transmissão da bactéria de uma pessoa para outra.  O principal sintoma desse tipo de tuberculose é a tosse (seca ou produtiva), podendo estar acompanhada de outros sintomas, como falta de apetite, perda de peso, febre e suores noturnos. Ao apresentar esses sintomas, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência.

Números

Ainda que, nos últimos anos, o número de mortalidade por tuberculose tenha caído no Brasil, e no Estado, a quantidade de óbitos anuais ainda assusta. A enfermidade é a terceira causa de mortes por doenças infecciosas no país. O Amazonas tem a terceira maior taxa de mortalidade, sendo 3,2 óbitos a cada 100 mil habitantes, segundo estimativas da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS). Só em 2017 foram 139 óbitos em função da doença. Para que haja regressão nesses números, o doente também precisa colaborar.

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