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Desmatamento na Amazônia em 2021 destruiu área do tamanho de Manaus

Desmatamento na Amazônia em 2021 destruiu área do tamanho de Manaus
Desmatamento na Amazônia em 2021 destruiu área do tamanho de Manaus

Manaus/AM - Enquanto o presidente da República, Jair Bolsonaro, comemorou a redução em 80% da aplicação de multas por crimes ambientais, somente no ano de 2021, a floresta nativa da região amazônica perdeu uma área de 10,3 mil quilômetros quadrados, o equivalente a quase toda a cidade de Manaus.

Esse foi o pior ano da década para o bioma em devastação ambiental, informa o levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), feito com base em imagens de satélite.

O desmatamento disparou 29% em relação a 2020, no acumulado do ano, período em que a floresta já havia perdido a maior área desde 2012, com 8 mil quilômetros quadrados de destruição, aponta o Instituto.

O documento do Imazon confirma os dados de que durante o governo do Jair Bolsonaro, o crime ambiental vem sendo estimulado ao ponto do próprio presidente comemorar o governo reduzir em 80% a aplicação de multas aos infratores.

Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, afirma que este é um governo que estimula o crime ambiental, que se declarou inimigo do meio ambiente e é responsável por absolutamente todos esses números.

Dados do próprio governo brasileiro já haviam indicado desmatamento recorde na Amazônia. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de agosto de 2020 a julho de 2021, o bioma perdeu 13,2 mil quilômetros quadrados de vegetação, maior área desde 2006.

Para o Imazon, o cenário é “muito grave”, pois entre as consequências, estão “a alteração do regime de chuvas, a perda da biodiversidade, a ameaça à sobrevivência de povos e comunidades tradicionais e a intensificação do aquecimento global.

A devastação cresce em terras públicas estaduais e federais, que também tiveram o pior acumulado da década, evidenciando a falta de controle do Estado.

“Entre 2018 a 2020, houve aumento de 29% em registros irregulares do Cadastro Ambiental Rural (CAR) em sobreposição a florestas públicas, e o desflorestamento dentro destes registros aumentou em 100%”, disse Antônio Oviedo, pesquisador do Instituto Socioambiental (ISA), em entrevista ao Brasil de Fato.

 

CAMPEÕES

De acordo com o Imazon, o Pará continua sendo o líder em devastação. No estado ocorreu 39% do desmatamento do bioma. Em segundo lugar em área derrubada está o Amazonas, que teve o maior aumento em relação a 2020: 49%.

Na sequência vêm Mato Grosso, Rondônia e Acre. Dos nove estados que compõem a chamada Amazônia Legal, apenas o Amapá não registrou aumento, tendo reduzido a área anual desmatada de 27 para 18 quilômetro quadrados.

O Ministério do Meio Ambiente afirmou, em nota, que os índices de crimes ambientais vêm caindo devido às ações integradas entre os ministérios do Meio Ambiente, Justiça e Defesa, com a Força Nacional e demais órgãos do Governo Federal.

De acordo com o Deter/INPE, que é a fonte de dados oficiais do governo, os alertas de desmatamento na Amazônia caíram quase 60% em dezembro de 2021 em relação ao mesmo mês de 2020. Desde agosto do ano passado, os alertas para a região Amazônica caíram mais de 15% quando comparado a igual período de 2020, finaliza o comunicado governamental.

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