Manaus/AM - Virgílio Viana, superintendente geral da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), prestou depoimento nesta terça-feira (12), na CPI das ONGs, em Brasília, para explicar o uso de verbas nacionais e estrangeiras destinadas a trabalhos sociais.
Na ocasião, Virgílio apresentou gráficos e documentos onde detalhou o emprego da verba captada, mas as informações divergiam dos documentos bancários sigilosos ao qual a CPI teve acesso.
“Falou de números, mostrou vídeos, gráficos, mas pairam ainda dúvidas sobre a prestação de contas, notas do que pagaram, com o que gastou e a quem pagou. Diz que gasta 30% com folha de seu pessoal e nós temos informações sigilosas do BNDES com outros números”, diz o senador Plínio Valério.
No depoimento, o superintendente revelou que em 15 anos de existência, a FAS recebeu cerca de R$ 400 milhões de origem nacional e estrangeira e que está prestes a receber aporte de R$ 78 milhões da Alemanha.
“O orçamento variou de R$ 20 milhões por ano a R$ 40 milhões por ano. São 15 anos. Se fizer uma média, dá 400 (milhões)”, disse Virgílio.
Ele afirma que 77% dos valores foram aplicados em projetos de sustentabilidade econômica, 23% teriam sido usados em atividades-meio, de gestão e operação da FAS.
Outro fato que chamou a atenção dos membros da CPI foi a negativa de Virgílio Viana em falar sobre o salário que recebe como superintendente geral da ONG. Questionado pelos parlamentares, ele preferiu não divulgar o valor.
Styvenson Valentim (Podemos-RN), também destacou o fato da própria FAS contratar auditoria para fiscalizar sua prestação de contas com órgãos fiscalizadores.
Por conta das inconsistências, a CPI deve solicitar uma auditoria na FAS e cogita um novo depoimento de Virgílio Viana.


