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Dengue se alastra no Amazonas e notificação é lenta

A Fundação de Vigilância em Saúde não está confiando nos dados das  secretarias de Saúde dos municípios do Amazonas sobre a incidência de dengue no Estado.   Há suspeita de que alguns casos de morte pela doença não venham sendo notificados de forma rápida e correta.  Agora a funhdação  está advertindo que a notificação deve ser  imediata, inclusive dos casos graves   produzidos pelo sorotipo DENV 4, virusmais perigoso e mortal da dengue.
 
Uma Portaria oficializando a  determinação foi assinada pelo   ministro Alexandre Padilha, da Saúde. O prazo  é de até 24 horas para casos suspeitos. 


De acordo com o diretor presidente da FVS, Bernardino Albuquerque, a Secretaria Municipal de Saúde de Manaus já havia sido orientada a notificar imediatamente à Vigilância Estadual os casos graves e os óbitos por dengue e, ainda novos casos que tenham como causador o vírus 4. “Agora, as informações serão repassadas diariamente ao Ministério da Saúde e a mesma conduta será adotada em relação aos outros 61 municípios”. O diretor explica que o novo prazo de notificação permitirá leituras mais precisas do perfil da dengue em cada localidade.


O Amazonas registrou até o momento um caso de dengue pelo DENV 4, confirmado no início do mês em um adolescente de 13 anos, morador do bairro do Coroado, na zona Leste. Também foi confirmada no Estado uma morte por dengue e uma está sob suspeita. Em todo o Estado foram confirmados até o momento 234 casos da doença e um total de 800 notificações (casos suspeitos em fase de confirmação).


De acordo com o Ministério da Saúde o Amazonas faz parte dos estados brasileiros com alto risco de epidemia de dengue. Entre os motivos está a vulnerabilidade da população principalmente aos sorotipos 1 e 3, com pouca circulação no Estado, e a recente entrada do vírus tipo 4, além de fatores como a densidade populacional da capital, critérios ambientais e os índices de infestação do mosquito identificados por meio do LIRAa (Levantamento Rápido de Infestação por Aedes Aegypti).


De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Susam), além da capital, 28 municípios do interior apresentaram pelo menos um caso de dengue no ano passado. Sete municípios amazonenses têm atualmente alto risco de epidemia (Humaitá, Codajás, Coari, Itacoatiara, Tefé, Barcelos e Lábrea) e outros oito já estão sendo monitorados com prioridade pelo Governo do Estado (Tabatinga, Boca do Acre, Novo Aripuanã, Borba, Nova Olinda do Norte, Manacapuru, Novo Airão e São Gabriel da Cachoeira).


Planos municipais, contemplando especificidades de cada um, estão sendo concluídos sob a coordenação da FVS e as medidas gerais de combate já foram intensificadas em todos eles.


Em 2010 foram registrados no Estado 4.182 casos da doença, dos quais 1.597 em Manaus. Do total, 102 casos evoluíram para a forma grave, com quatro óbitos. No Amazonas não há epidemia de dengue desde 2001.

 

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