Manaus/AM - Defesa Civil do Amazonas emitiu um alerta nesta segunda-feira (20) sobre os riscos de uma seca extrema em 2026, provocada por um possível super El Niño. O órgão destacou que os efeitos podem ser tão severos quanto os registrados em 2023, quando o rio Negro atingiu o menor nível da história em Manaus.
Durante a reunião, foram discutidas medidas de prevenção e estratégias de resposta para minimizar os impactos da estiagem prevista. Entre as ações estão o reforço na logística de transporte de alimentos e medicamentos, além do monitoramento constante dos rios e comunidades mais vulneráveis.
Confira estratégias:
Promover o diálogo contínuo e a atuação integrada: Estabelecer canais de comunicação e reuniões estratégicas entre o poder público e os representantes do setor produtivo (indústria, comércio, serviços e agropecuária).
Realizar monitoramento hidroclimatológico contínuo: Acompanhar em tempo integral as previsões de chuvas, temperaturas e o comportamento de fenômenos climáticos (como o El Niño ) junto a órgãos nacionais e internacionais.
Garantir a previsibilidade de cenários: Compartilhar análises técnicas e projeções hidrológicas com a iniciativa privada para permitir um planejamento prévio eficiente antes que a seca severa se instale.
Elaborar planos de mitigação de impactos: Desenvolver diretrizes voltadas para reduzir os prejuízos econômicos, ambientais e, principalmente, os impactos sociais na população.
Proteger a cadeia logística e de transportes: Criar alternativas e estratégias específicas para o transporte fluvial (visto que os rios são as principais vias de escoamento), evitando o desabastecimento e a interrupção da produção industrial.
Adequar o planejamento econômico: Orientar os setores econômicos para que adaptem suas cadeias de produção e estoques, com o objetivo de assegurar a arrecadação do Estado e a manutenção dos postos de trabalho durante a estiagem.
Articular apoio multissetorial: Envolver diferentes secretarias e órgãos estaduais (como Defesa Civil e Sedecti) para atuar de forma conjunta no enfrentamento preventivo da crise climática.
Segundo especialistas, o fenômeno climático pode comprometer a navegabilidade, afetar a produção agrícola e gerar dificuldades no abastecimento de água e energia. A Defesa Civil já compartilhou relatórios com diferentes instituições, incluindo o Tribunal Regional Eleitoral, para avaliar possíveis reflexos em setores estratégicos.



Aviso