Por Alan Baldwin
BUDAPESTE, 23 Jul (Reuters) - O Grande Prêmio da Malásia pode retornar ao calendário da Fórmula 1 como uma alternativa nesta temporada, à medida que as esperanças de realizar a corrida no Barein diminuem devido ao conflito no Oriente Médio, informaram fontes com conhecimento do assunto nesta quinta-feira.
Os Grandes Prêmios de abril em Sakhir e na Arábia Saudita, em Jeddah, foram cancelados devido à guerra no Irã, mas as tentativas de remarcar uma etapa no Barein pareciam promissoras até que a situação se agravou novamente.
Várias fontes presentes no Grande Prêmio da Hungria disseram à Reuters que havia várias opções de substituição sendo analisadas, sem que nada estivesse decidido, mas o circuito de Sepang, na Malásia, é uma das opções na lista.
Uma data provável seria entre a corrida em Baku, em 26 de setembro, e Cingapura, em 11 de outubro.
A Malásia sediou pela última vez um Grande Prêmio de Fórmula 1 em 2017, mas permaneceu no calendário da MotoGP e atende aos padrões exigidos pela FIA, órgão regulador do esporte a motor. A petrolífera estatal Petronas também é parceira da Mercedes, atual líder da Fórmula 1.
Outra alternativa na região da Ásia era o circuito de Suzuka, no Japão, mas uma fonte afirmou que havia menos interesse por parte das equipes em retornar lá pela segunda vez nesta temporada.
O Oriente Médio deve sediar as duas últimas corridas do ano no Catar e em Abu Dhabi, no final de novembro ou início de dezembro, e, embora elas continuem programadas no momento, há uma incerteza persistente.
Por motivos logísticos, qualquer decisão sobre um substituto para o Barein precisaria ser tomada antes do recesso de agosto, que se segue à corrida deste domingo em Hungaroring.
O Conselho Mundial de Automobilismo da FIA deve votar neste fim de semana sobre as etapas adiadas do Campeonato Mundial de Enduro (WEC) programadas para o Barein e o Catar em outubro e novembro, com a expectativa de que elas sejam transferidas para circuitos europeus.
A Fórmula 1 estaria aguardando o resultado dessa votação.
O circuito de Portimão, em Portugal, que deve retornar na próxima temporada como parte de um contrato de dois anos, também tem sido apontado como um provável anfitrião para aumentar o número de corridas caso o Catar e Abu Dhabi sejam forçados a desistir, enquanto Barcelona também pode ser uma opção.
Dado o clima mais quente da região do Algarve, em Portugal, o circuito próximo a Faro é considerado um dos poucos na Europa capazes de sediar a Fórmula 1 nos meses de inverno.
A temporada de 2026 da Fórmula 1 estava originalmente programada para ser um campeonato de 24 corridas, e a inclusão de corridas substitutas atenderia aos contratos de transmissão e poderia elevar o número de volta para 22 ou 23.
(Reportagem de Alan Baldwin)



Aviso