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Curso em odontologia hospitalar é implantado em Manaus

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Curso em odontologia hospitalar é implantado em Manaus
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Existem situações clínicas que exigem a presença de um Cirurgião Dentista de formação clínica no Hospital além do Cirurgião Bucomaxilofacial. No setor público esta necessidade já foi reconhecida através da publicação da Portaria 1.032 pelo Ministério da Saúde e a Resolução RDC nº 7 da ANVISA.

No setor privado há também esta carência que deverá ser suprida em breve pelo aumento da demanda da sociedade, exemplificada pela apresentação dos projetos de lei 2.776-2008 e PL 363/2011, pela lei 6580-2013 e pela criação das Comissões de Odontologia Hospitalar pelos Conselhos de Odontologia em todo país.

A importância da atuação do cirurgião-dentista nas UTIs tem sido cada vez mais discutida. Estudos comprovam que a higiene bucal deficiente em pacientes hospitalizados, em especial os internados em UTIs, pode agravar o quadro clínico, ocasionar outras infecções, especialmente as respiratórias, e contribuir para o óbito do doente. A pneumonia hospitalar (infecção nosocomial), que se instala após 48 horas da internação do paciente, é responsável por 10% a 15% de todas as infecções adquiridas em hospitais e de 20% a 50% dos óbitos dos pacientes que a contraem.

A presença do cirurgião dentista pode trazer diversos benefícios à saúde do paciente. Procedimentos odontológicos simples e com baixo custo podem prevenir inúmeras complicações e diminuir expressivamente os gastos com a saúde. Além da diminuição do tempo de internação dos pacientes e a prevenção de doenças graves, como a pneumonia.

As pesquisas científicas estão conferindo as infecções bucais uma inter-relação com outras patologias sistêmicas, além de considerá-las com potencial para agravar uma condição sistêmica preexistente ou ainda, colaborar para que o indivíduo tenha maior risco de desenvolver outras doenças. As infecções se tornaram um desafio no ambiente hospitalar, sendo uma manifestação frequente no paciente grave, internado na Unidade de Terapia Intensiva. Isso devido à condição clínica destes pacientes e a variedade de procedimentos invasivos rotineiramente realizados, que determinam uma probabilidade entre 5 e 10 vezes maior de contrair uma infecção, representando cerca de 20% do total das infecções de um hospital.

O risco de infecção é diretamente proporcional à gravidade da doença, as condições nutricionais, a natureza dos procedimentos diagnósticos e ou terapêuticos, bem como ao tempo de internação, comprometimento imunológico dentre outros aspectos. Diante disto, é importante ampliar a discussão sobre o risco infeccioso que a cavidade bucal pode representar especialmente em pacientes críticos.

No Amazonas um grupo de Cirurgiões Dentistas, formado pela Dra Silvia Simões, Dr David Pita e Dra Mirela,  trabalha no intuito de implantar o serviço de Odontologia Hospitalar no Amazonas. A ProOdonto Cooperativa dos Odontologistas da Amazônia Ocidental apresentou o Projeto para o Governador do Estado e também na Assembleia Legislativa para que se torne lei no Amazonas.

Compreende a prestação de serviços odontológicos no ambiente hospitalar para:

1- Realização de procedimentos emergenciais em pacientes já internados (dores de dente, sangramentos, feridas na boca, controle da halitose, etc.) e resposta a pareceres sobre alterações odonto-estomatológicas.

2- Preparo para atendimentos complexos em hospital (cirúrgico ou clínico) aos pacientes com necessidades especiais, ou em casos onde seja necessário o uso de sedação e/ou anestesia geral e monitoramento de sinais vitais, sempre respeitando protocolos interdisciplinares reconhecidos internacionalmente.

3- Abrange ainda a capacitação e supervisão de equipes auxiliares para manutenção da saúde oral em pacientes internados incentivando:

• A higienização bucal com métodos mecânicos (escovação dentária, lingual e uso adequado do fio dental);

• O uso de técnicas especiais de profilaxia (limpeza) dentária e periodontal;

• O uso correto de enxaguatórios para remoção da placa bacteriana bucal e umidificação das mucosas;

• A constante inspeção da boca e estruturas associadas;

• A criação de protocolos para notificação do Dentista em caso de alterações nas estruturas bucais e adjacentes.

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